Brasília não consegue controlar o crime endêmico em território nacional

Governo federal tenta ações repetidas

Rio de Janeiro – O governo federal enviou ao Ceará na noite de domingo uma força-tarefa policial formada por homens da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança para dar apoio técnico às forças de segurança locais em ações de combate ao crime organizado.

O presidente Michel Temer determinou o envio da força-tarefa de 36 homens em atendimento a pedido do governador do Estado, Camilo Santana, após uma onda de violência registrada no Ceará nos últimos dias, de acordo com nota no site do Palácio do Planalto.

A força-tarefa será comandada pelo almirante Alexandre Mota, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública, acrescentou o governo.

O envio do destacamento ao Ceará ocorreu um dia após Temer ter anunciado a criação do Ministério do Segurança Pública, e depois de uma intervenção federal na segurança do Estado do Rio de Janeiro anunciada na sexta-feira.

Nesta segunda, o presidente participará de reunião do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional no Palácio do Planalto.

Motim em prisão do RJ chega ao fim

Por outro lado, uma rebelião iniciada na tarde de domingo após uma tentativa frustrada de fuga em um presídio superlotado do Rio de Janeiro foi controlada após negociações das forças de segurança com os detentos, que liberaram os 18 reféns, informou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) na manhã desta segunda-feira.

“A situação já está sob total controle da Seap na Penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri (RJ)”, informou a secretaria em nota enviada por e-mail. De acordo com a Seap, foram apreendidos um revólver, duas pistolas, uma granada de efeito moral e uma lanterna.

Os reféns eram 8 inspetores e 10 presos, de acordo com a secretaria. A TV Globo afirmou que alguns detentos ficaram feridos a tiros, mas a secretaria não comentou a informação.

Membros do Grupamento de Intervenção Tática (GIT) e de outras tropas da polícia chegaram a formar um perímetro de isolamento ao redor do presídio, que abriga mais de 2.000 detentos em uma instalação construída para 900 presos.

A rebelião foi deflagrada no mesmo dia em que a Seap anunciou que fará mudanças para aumentar a segurança nos presídios do Estado, como parte da intervenção federal no RJ decretada pelo presidente Michel Temer na sexta-feira.

Novo saldo da guerra em Rio

Outro policial militar do 12º Batalhão (Niterói) foi morto na manhã do dia 18 de fevereiro, durante sua folga, após uma troca de tiros. O crime ocorreu em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Mais duas pessoas foram mortas no conflito.

O sargento Cristiano das Neves Souza chegou a ser levado para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a Polícia Militar, testemunhas informaram que criminosos armados anunciaram assalto e houve confronto.

Os policiais que chegaram ao local após o chamado encontraram cinco pessoas feridas por disparos de arma de fogo, duas já mortas. O sargento da PM estava entre os três que foram socorridos, mas morreu no hospital.

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil está investigando o caso, que é o 17º assassinato de policial militar neste ano no Rio de Janeiro. Dez PMs foram mortos durante a folga, seis estavam em serviço e um já fazia parte da reserva.

O sargento é o primeiro policial a morrer depois de o presidente Michel Temer ter nomeado o coronel Walter Braga Netto, do Comando Militar do Leste, como interventor federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O decreto foi assinado na sexta-feira (15) e já está em vigor, mas ainda precisa de aprovação das duas casas do Congresso Nacional.

Confronto em UPP

Na zona norte do Rio, policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Salgueiro foram recebidos a tiros enquanto faziam um patrulhamento na Rua Junquilho. O ataque ocorreu por volta de 9h e os criminosos fugiram após o confronto.

Não houve registro de presos ou feridos até o momento, segundo a Polícia Militar, que reforçou o policiamento na região do incidente.

Cabe assinalar que a informação foi fornecida nas últimas horas pela Reuters e Agência Brasil (EBC).

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