Operações batem o crime organizado no Brasil

  • Polícia civil prende 149 pessoas, apreende armas e desarticula quadrilha de milicianos da Zona Oeste do Rio de Janeiro
  • Policiais Civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos da Polícia Civil (Desarme) e Policiais Rodoviários Federais, apreenderam milhares de munições de fuzis (calibre 5,56 mm), três veículos e prenderam em flagrante delito quatro integrantes de uma organização criminosa que realizava o tráfico de munições de fuzis entre os Estados do Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro e a distribuição dos cartuchos em favelas cariocas
  • Três pessoas foram presas, 35 veículos recuperados e grande quantidade de material entorpecente arrecadado, durante a Operação Colina, desencadeada por cerca de 300 agentes da Polícia Civil, nos morros do Falett/Fogueteiro e Prazeres, no bairro de Santa Teresa

A Foto Polícia Civil do Rio de Janeiro -Nota Polícia Civil Rio de Janeiro ASCOM – Assessoria de Comunicação – 07/04/2018 18h05 – Por Maurício Tambasco – Policiais civis do Rio prenderam, neste sábado (07/04), um grupo de 149 pessoas e apreenderam sete menores – todos suspeitos de participarem de uma quadrilha de milicianos em Santa Cruz, na Zona Oeste. Eles estavam participando de uma festa, em um sítio, quando foram surpreendidos pelos agentes. Houve troca de tiros e, ao final, quatro pessoas morreram. Durante a ação foram apreendidos 30 fuzis e 20 pistolas. O evento do bando era patrocinado pela “Liga da Justiça”, uma das organizações criminosas mais famosas daquela região.

A operação policial contou com agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Divisão de Homicídios, 27ª DP (Vicente de Carvalho) e 35ª DP (Campo Grande). O número de detidos na ação foi tão grande que foram precisos dois ônibus para fazer o transporte dos suspeitos até a Cidade da Polícia, em Benfica, na Zona Norte, onde chegaram por volta das 9h. “A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro entrega para a Justiça parte de uma organização criminosa que ainda tenta se impor no Estado do Rio de Janeiro”, ressaltou o chefe de Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa.

De acordo com o delegado, essa operação foi resultado de aproximadamente dois anos de investigação. O local onde acontecia o evento era usado como “quartel-general da milícia”. De lá, o grupo saía para atuar nas comunidades da cidade. No sítio foram encontrados ainda ingressos numerados, copos personalizados com o nome da festa e “pulseiras vips”.

A estação do BRT Cesarão III, em Santa Cruz, foi incendiada por volta das 5h20. A Polícia suspeita que milicianos tenham colocado fogo na estação para desviar a atuação dos agentes. Segundo investigação da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital, Wellington da Silva Braga, conhecido como “Ecko”, é apontado como o chefe da maior milícia do estado e estaria no local. O miliciano conseguiu escapar do cerco da polícia pelos fundos do sítio.

O Secretário de Segurança Pública do Rio, general Richard Nunes, declarou que outras ações de combate à milícia serão realizadas. “A sociedade pode confiar na intervenção federal. Outras operações já estão sendo planejadas e serão executados em curto prazo. O Rio precisa voltar a ser uma terra feliz, de um povo feliz, trabalhador”, concluiu.

Ainda de acordo com o chefe de Polícia, milicianos disputam áreas e mantêm moradores sujeitos a leis próprias em troca de uma alegada segurança. E seus métodos nos últimos anos se diversificaram – eles cobram por quase todas as atividades que movimentam dinheiro nas comunidades.

Apreensão da Polícia Civil e PRF

A Foto Polícia Civil do Rio de Janeiro --Por outro lado, Policiais Civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos da Polícia Civil (Desarme) e Policiais Rodoviários Federais, apreenderam, na sexta-feira (06/04), milhares de munições de fuzis (calibre 5,56 mm), três veículos e prenderam em flagrante delito quatro integrantes de uma organização criminosa que realizava o tráfico de munições de fuzis entre os Estados do Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro e a distribuição dos cartuchos em favelas cariocas.

A ação integrada entre a PCERJ e a PRF capturou Cleverson Neves Pessoa, conhecido como “Clevinho”, 30 anos, e Claudecir Queiroz Brito, conhecido como Mato Grosso, 27 anos, no momento em que se encontravam em um quiosque na Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio.

Simultaneamente, na região de Cordovil, foram presos Marciano Ferreira Gusmão, conhecido como “Pokemon”, 24 anos, e o policial militar Gláucio Gomes Martins, 30 anos. A prisão ocorreu no momento em que o carregamento de milhares de munições de fuzis era entregue ao PM Gláucio, que seria o responsável por distribuir as munições.

Gláucio conduzia um veículo Toyota/Corolla que, após consultas aos sistemas policiais, foi constatado como roubado, ostentando placas clonadas. A abordagem contou com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

As munições apreendidas estavam escondidas no assoalho de um veículo VW/Santana, que era conduzido por Marciano Ferreira Gusmão, e foram localizadas com a utilização de aparelhos de Raio – X e de cães da Polícia Rodoviária Federal. Os demais veículos ainda se encontram sendo vistoriados e passados no Raio – X e, dessa forma, ainda existe a possibilidade de outros ilícitos serem localizados.

Cleverson, Claudecir e Marciano, naturais da mesma cidade (Mundo Novo/MS), são os responsáveis por toda a logística de transporte das munições do Mato Grosso do Sul para o Rio de Janeiro. Todos eles possuem antecedentes criminais por diversos crimes, como tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, roubo majorado, receptação e contrabando.

Operação Colina

A Foto Polícia Civil do Rio de Janeiro ----Três pessoas foram presas, 35 veículos recuperados e grande quantidade de material entorpecente arrecadado, durante a Operação Colina, desencadeada, na sexta-feira 6 de abril, por cerca de 300 agentes da Polícia Civil, nos morros do Falett/Fogueteiro e Prazeres, no bairro de Santa Teresa.

A ação visava a cumprir 50 mandados de prisão referentes a inquéritos instaurados pela 7ª DP (Santa Teresa) por tráfico, associação para o tráfico e roubo. A operação contou com o apoio do Batalhão de Ações com Cães (BAC) da Polícia Militar.

Na operação, os agentes apreenderam 82 tabletes de maconha, 2.010 trouxinhas de maconha, 183 sacolés da mesma droga, 55 pinos de cocaína, cinco pistolas, além de vasta quantidade de material para endolação de entorpecentes. Também foi apreendida certa quantidade de droga sintética.

Durante a ação na comunidade do Escondidinho, um homem, ainda não identificado, trocou tiros com os agentes, foi baleado, socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. Um menor infrator de 17 anos foi apreendido pelos policiais.

Jeferson Ferreira de Oliveira, 22 anos, e Wagner Paiva Ceribello, 35 anos, foram presos em flagrante, e contra Alessandro da Cunha dos Reis da Silva, 23 anos, foi cumprido mandado de prisão, expedido pela Justiça.

De acordo com o delegado Robinson Gomes, titular da 7ª DP (Santa Tereza), a investigação foi desencadeada a partir de vídeos gravados em bocas de fumo nessas comunidades. A identificação tomou como base as imagens e fotos publicadas em redes sociais. Em todas as situações, os traficantes ostentam armamento.

Os três morros são divididos em dois grupos criminosos da mesma facção: o Fallet e o Fogueteiros são controlados por Paulo Cesar Baptista de Castro, conhecido por Paulinhozinho, e o Prazeres, por Cláudio Augusto dos Santos, o Jiló. Há mandados de prisão contra ambos.

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