Governo de esquerda nicaraguense deixam mortos, feridos e fecham escolas

  • Nicarágua completa 29 dias de protestos que deixaram entre 54 e 65 mortos, segundo organizações humanitárias, sem contar a última vítima identificada como Wilder Reyes Hernández, de 37 anos, trabalhador da prefeitura de Matagalpa
Protestos na Nicarágua - (EFE/Jorge Torres
Protestos na Nicarágua – (EFE/Jorge Torres

Rio de Janeiro/RJ, Brasil – Os protestos nas principais cidades da Nicarágua continuam intensos. Os embates entre manifestantes e forças policiais deixaram um morto e mais de 10 feridos em Matagalpa, no Norte do país. Por determinação do Ministério da Educação nicaraguense, as escolas fecharam suas portas ontem (15) como medida de segurança. O acirramento do clima ocorre no momento em que a Igreja Católica, por meio da Conferência de Bispos, negocia o fim da violência e um acordo com as autoridades federais.

A Nicarágua completa 29 dias de protestos que deixaram entre 54 e 65 mortos, segundo organizações humanitárias, sem contar a última vítima identificada como Wilder Reyes Hernández, de 37 anos, trabalhador da prefeitura de Matagalpa.

A informação foi confirmada pelo prefeito de Matagalpa, Sadrach Zeledón. Segundo ele, grupos antagônicos ao governo dispararam contra o trabalhador desse município e também queimaram parte das instalações da delegacia local.

“Essa gente não quer paz, quer derramar o sangue de irmãos no país. O que querem é dor, o sofrimento do povo de Matagalpa e do povo nicaraguense”, disse o prefeito.

O enfrentamento começou hoje no município de Matagalpa, quando agentes da polícia tentaram restabelecer a livre circulação de pessoas e veículos, após o bloqueio de estradas por parte de manifestantes.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram que os policiais dispararam armas de fogo e bombas de gás lacrimogêneo na direção de manifestantes. Os protestos na Nicarágua ocorrem desde o último dia 25. Os manifestantes pedem justiça, fim da repressão e fazem críticas ao presidente Daniel Ortega e às mudanças na Previdência Social do país.

Mediação

Paralelamente, os sacerdotes Óscar Decoto, César Corrales, Denis Martínez e Sadiel Eugarrio negociam um acordo para cessar a violência.

“As pessoas estão protestando, mas precisamos também intermediar para que não haja derramamento de sangue. É o que pede a Igreja. O protesto tem que ser pacífico, mas sem agressão, é o que sempre se pede”, declarou Eugarrio a jornalistas.

A convocação de um diálogo nacional desde ontem não freou os saques, os enfrentamentos e os bloqueios nas estradas.

É procedente assinalar que a informação foi fornecida pelas agências EFE e Télam. Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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