Justiça da Coreia do Sul aumenta pena de ex-presidente Park

  • 25 anos de prisão, em um caso desencadeado por um amplo esquema de corrupção que a tirou do poder em 2017

Seul – Um tribunal de apelação da Coreia do Sul condenou a ex-presidente Park Geun-hye a 25 anos de prisão nesta sexta-feira, em um caso desencadeado por um amplo esquema de corrupção que a tirou do poder em 2017.

Park se tornou a primeira líder sul-coreana eleita democraticamente a ser retirada do cargo depois que o Tribunal Constitucional aprovou um pedido de impeachment contra ela, resultado de um escândalo que também levou os chefes de dois conglomerados empresariais à prisão.

A Suprema Corte de Seul concluiu que Park e uma amiga, Choi Soon-sil, receberam dezenas de bilhões de wons de grandes conglomerados para ajudar a família de Choi e financiar fundações sem fins lucrativos de sua propriedade, segundo documentos da corte.

“Tais negócios antiéticos entre o poder político e o poder financeiro afetam a essência da democracia e distorcem a ordem da economia de mercado, dando ao povo uma sensação grave de perda e desconfiança profunda em nossa sociedade”, disse o juiz encarregado, Kim Mun-suk, em sua decisão. “Uma penalidade rigorosa é inevitável”.

A corte também multou Park, filha de um ex-ditador militar, em 20 bilhões de wons por considerá-la culpada de acusações como abuso de poder, suborno e coerção.

Um tribunal inferior havia condenado Park há 24 anos de prisão em abril. Procuradores recorreram da decisão em busca de uma pena mais rigorosa. Park abriu mão de recorrer.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Reuters. Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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