Federais americanos investigam indicado de Trump à Suprema Corte

  • FBI interroga colega de escola de recomendado pelo presidente, acusado de assédio sexual

WASHINGTON  – Dias depois de receber a ordem de investigar alegações de assédio sexual contra Brett Kavanaugh, indicado do presidente dos EUA, Donald Trump, à Suprema Corte, o FBI conversou com o colega do ensino médio dele Mark Judge, mas o interrogatório não terminou, disse o advogado de Judge na segunda-feira.

A professora universitária Christine Blasey Ford disse que Judge testemunhou quando Kavanaugh supostamente a agrediu sexualmente em uma festa em 1982, quando ambos cursavam o segundo grau no Estado de Maryland.

Judge negou as alegações de Christine. Kavanaugh também refutou as acusações, assim como as de outras duas mulheres, e acusou os democratas, de oposição ao governo Trump, de realizarem um “ataque” político.

Na sexta-feira membros do Comitê Judiciário do Senado votaram a favor da indicação de Kavanaugh, mas uma votação no plenário do Senado para a confirmação do indicado foi adiada por uma semana depois que Trump cedeu à pressão de membros moderados do seu Partido Republicano pelo inquérito do FBI.

Trump disse na segunda-feira que o FBI terá liberdade total para interrogar qualquer testemunha que considerar necessária. Ele disse não querer que a investigação se torne uma “caça às bruxas”, e que deveria ser finalizada rapidamente.

“Quero que eles façam uma investigação muito abrangente. Seja lá o que for que isso signifique, de acordo com os senadores e os republicanos e a maioria republicana, quero que eles façam isso”, disse Trump em uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

Os comentários vieram na esteira de críticas de democratas segundo os quais Trump e outros republicanos estão tentando limitar a abrangência do inquérito do FBI.

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disse que a Casa votará nesta semana a confirmação de Kavanaugh, juiz conservador de um tribunal federal de apelações de Washington. O porta-voz de McConnell não quis esclarecer se este se referia a votos sobre os procedimentos ou a uma votação final para a confirmação do juiz.

No mês passado a indicação de Kavanaugh se transformou em uma grande polêmica que ameaçou os esforços de Trump e de seus correligionários para consolidar um domínio conservador sobre a maior instância jurídica da nação.

Alguns republicanos temem que levar a confirmação adiante prejudique o partido com o eleitorado feminino nas eleições parlamentares de 6 de novembro.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Reuters. Reportagem adicional de Lisa Lambert, Richard Cowan e Sarah N. Lynch. Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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