Vladimir Putin defende atuação da guarda costeira da Rússia no Mar Negro

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu nesta quarta-feira o uso da força por parte da guarda costeira de seu país no Mar Negro, onde seus efetivos capturaram no domingo três navios da marinha ucraniana, ferindo três de seus tripulantes durante a ação, e garantiu que seria preciso “levá-los a julgamento” se tivessem agido de outra forma.

“Como deveriam ter agido? Se eles tivessem agido de outra forma, seria preciso levá-los todos a julgamento. Eles cumpriram com seu dever militar”, disse Putin durante uma conferência sobre economia.

Putin afirmou que as embarcações ucranianas violaram as águas territoriais russas e ignoraram as advertências dos efetivos da guarda costeira russa, que cumpriram com “suas funções legais de defesa da integridade territorial da Federação da Rússia”.

“Não se sabia o que (os ucranianos) iriam fazer. Enquanto não respondiam às advertências de nossos guardas fronteiriços, tomaram um rumo fixo para a nossa ponte”, disse o presidente russo, em clara alusão aos supostos planos ucranianos de organizar uma provocação na ponte da Crimeia, que foi inaugurada por ele em maio.

Putin ressaltou que as águas territoriais onde os navios ucranianos cometeram a provocação “sempre” foram russas, inclusive antes da “reunificação” da península com a Rússia.

Além disso, o chefe de Estado russo descreveu o ocorrido como um “incidente fronteiriço” e negou qualquer paralelismo com o ocorrido na península em março de 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia.

“Essa foi outra história, maior. Da mesma forma que a terrível guerra civil na Ucrânia… Na época, não foi estabelecido nenhum estado de exceção e agora há um pequeno incidente no Mar Negro e o mesmo é declarado”, comentou Putin.

Além disso, o presidente russo acusou hoje o chefe de Estado da Ucrânia, Petro Poroshenko, de provocar a Rússia no Mar Negro para conseguir sua reeleição no pleito de março de 2019.

“O incidente no Mar Negro foi uma provocação organizada, sem sombra de dúvidas, pelas autoridades, incluído o atual presidente, pouco antes das eleições presidenciais na Ucrânia, que acontecem em março do próximo ano”, disse Putin.

Em referência às pesquisas de opinião que situam Poroshenko como o “quinto candidato” na preferência dos eleitores ucranianos, o líder russo disse que o atual presidente da Ucrânia “pode não passar sequer para o segundo turno”.

Assim, Poroshenko deveria “fazer algo para aquecer a situação e criar obstáculos insuperáveis para seus rivais, especialmente da oposição”, acrescentou Putin.

Repetindo os argumentos do Serviço Federal de Segurança (FSB, a antiga KGB), o chefe de Estado russo garantiu que entre os tripulantes dos navios apreendidos havia agentes do Serviço de Segurança da Ucrânia.

“Há sinais claros de que era uma provocação preparada de antemão para precisamente ser utilizada como desculpa para declarar o estado de exceção”, explicou Putin.

Em uma conversa telefônica, o presidente russo pediu ontem à chanceler alemã, Angela Merkel, que persuadisse Kiev a não dar mais passos “irracionais”, ao mesmo tempo em que advertiu que “toda a responsabilidade” pelo ocorrido e os riscos são das autoridades ucranianas.

É procedente dizer que a informação efoto foram facilitadas pela Agência EFE de noticias. Edição em idioma portuguêspara OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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O time da Área Assessoramento Jurídico OIPOL, para todos os funcionários de Segurança Pública…

 

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