Ação de Facebook é insuficiente para o controle do crime organizado

  • A rede de Mark Elliot Zuckerberg bane terrorista, mas grupos do crime organizado, trata de pessoas, exploração sexual de crianças e mulheres, entre outros, continuam publicando em Facebook. As medidas de “segurança”, em grande proporção servem para impedir a liberdade de expressão, mas não são efetivas para os objetivos que as organizações de combate ao delito solicitam
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Numa tentativa de reduzir o conteúdo extremista em suas plataformas, o Facebook baniu vários extremistas americanos, conhecidos por seus discursos de ódio, e alegou que eles violaram sua proibição de “indivíduos perigosos”.

Entre os banidos estão Alex Jones, radialista americano de extrema direita e teórico da conspiração, Louis Farrakhan, líder do grupo Nação do Islã, que é acusado de antissemitismo, e Milo Yiannopoulos, comentarista político britânico e ex-editor do site de extrema direita americano Breitbart News.

Também foram punidos Paul Nehlen, que concorreu como “candidato cristão branco” na eleição de 2018 para o Congresso dos Estados Unidos, Paul Joseph Watson, radialista britânico e teórico da conspiração, e Laura Loomer, ativista política que trabalhou como repórter da página canadense de extrema direita Rebel Media.

O banimento se aplica tanto à rede social Facebook quanto ao Instagram. As páginas de fãs (fanpages) e outras contas relacionadas também foram enquadradas na proibição, afirmou ontem (2) o Facebook.

Proibição

A medida faz parte de um esforço conjunto do gigante das redes sociais para remover indivíduos, grupos e conteúdos extremistas de sua plataforma. No mês passado, o Facebook baniu vários grupos britânicos de extrema direita – incluindo a Liga de Defesa Inglesa e o Partido Nacional Britânico – e instituiu uma proibição ao conteúdo nacionalista branco, mas isto não alcança para combater as atividades de uma grande parte de outro grupos criminais..

“Indivíduos e organizações que disseminam ódio, ou atacam ou pedem a exclusão de outro com base no que eles são não têm lugar no Facebook”, afirmou a empresa.

Críticos elogiaram a decisão, mas disseram que mais precisa ser feito.

“Sabemos que continuam existindo  outras figuras extremistas que ativamente usam ambas as plataformas para disseminar seu ódio e preconceito”, disse Keegan Hankes, analista da Southern Poverty Law Center, uma organização que monitora grupos de ódio nos Estados Unidos.

O Facebook insistiu com hipocrisia que sempre baniu contas e páginas que proclamam uma missão violenta ou odiosa ou estão envolvidas em atos de ódio ou violência, independentemente da ideologia política. Isto foi feito indiscriminadamente, impedindo as ações de entidades que lutam contra o terrorismo e o crime organizado e deixando ao livre alvedrio para atividades de trata de pessoas, exploração sexual de crianças e mulheres, entre outros.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Agência Brasil (EBC),  com colaboração da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha). Edição e informação de Área Jornalística OIPOL.

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