Missão técnica da aeronáutica brasileira instala-se na Bolívia

  • Os militares brasileiros vão contribuir para a elaboração do Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo da Bolívia
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O Tenente Brigadeiro do Ar da Força Aérea Brasileira Jeferson Domingues de Freitas, diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, faz um discurso durante a inauguração da Missão Técnica Aeronáutica Brasileira na Bolívia, sediada na II Brigada Aérea, na cidade de Cochabamba. (Foto: Assessoria de Comunicação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo)

O Brasil implantou a Missão Técnica Aeronáutica Brasileira na Bolívia (MTAB-Bolívia), com o objetivo de prestar o assessoramento administrativo, técnico e operacional para a implantação do Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo da Bolívia (SIDACTA). A MTAB-Bolívia é uma unidade subordinada ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), da Força Aérea Brasileira (FAB), e está sediada na II Brigada Aérea, na cidade de Cochabamba.

Os militares da MTAB-Bolívia estão participando diretamente da confecção e da regulamentação do SIDACTA e da montagem da estrutura organizacional do Comando de Segurança e Defesa do Espaço Aéreo (COSDEA). “A contribuição do Brasil à Bolívia definirá uma mudança de rumo na atividade de controle de tráfego aéreo e defesa aérea, incrementando substancialmente a segurança da atividade naquele espaço aéreo, aumentando sua eficiência, além de vantagens econômicas”, destacou o Tenente Brigadeiro do Ar da FAB Jeferson Domingues de Freitas, diretor-geral do DECEA.

Atualmente, o sistema boliviano é convencional, utilizando-se somente de auxílios de radiofrequência e auxílios à navegação e à aproximação, como o Sistema de Pouso por Instrumentos e Rotas de Navegação Aérea. O SIDACTA irá implementar a navegação aérea no país, que vai passar a ter quase a totalidade do seu espaço aéreo assistido por serviço de controle radar.

Segundo o Tenente-Coronel da FAB Gilson Antônio da Silva Sobral, chefe da MTAB-Bolívia, com a operacionalização do novo sistema, a Bolívia vai estar equiparada aos outros países da América do Sul no que diz respeito à navegação aérea. “Os sistemas do Brasil e da Bolívia serão muito parecidos e a integração dos mesmos contribuirá consideravelmente para o incremento da segurança, da eficiência e, no lado militar, para a diminuição da possibilidade do uso do espaço aéreo para atividades ilícitas”, salientou.

A MTAB-Bolívia iniciou as atividades em 25 de março de 2019.

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Militares da FAB irão cooperar com os bolivianos para a elaboração e implantação do Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo da Bolívia. (Foto: Assessoria de Comunicação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo)

A missão técnica da FAB na Bolívia utiliza como base a experiência brasileira adquirida durante a implementação do Sistema de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo do Brasil. “Realizamos palestras sobre o trabalho realizado no Brasil para os integrantes do COSDEA, do Ministério da Defesa da Bolívia, da Diretoria-Geral de Aviação Civil da Bolívia e de Repartições Regionais da Administradora de Aeroportos e Serviços de Navegação Aérea, empresa responsável pelo controle de tráfego aéreo em Cochabamba e La Paz”, revelou o Ten Cel Sobral.

A equipe brasileira apresentou ainda propostas para a estruturação do SIDACTA. Além disso, estão assessorando o COSDEA quanto ao desenho da estrutura administrativa, operacional e da técnica adequada. “Foi realizado um diagnóstico sobre a real capacitação dos recursos humanos existentes nas partes técnica e operacional, bem como uma análise de sociabilidade dos militares envolvidos”, disse o Ten Cel Sobral.

Importância da cooperação internacional

A FAB já atua em cooperação com outros países, principalmente na área do controle do tráfego aéreo. “A Bolívia desponta como um parceiro importante, a fim de que possamos integrar cada vez mais o serviço de navegação aérea prestada em nosso continente”, ressaltou o Ten Brig Ar Domingues. “O DECEA, como agente importante da América do Sul, percebe que a cooperação para os países que se predisponham a trabalhar conjuntamente seja para melhor eficiência e segurança, ou para o crescimento de cada país como provedor de serviço de navegação aérea.”

O oficial salientou ainda que a posição geográfica da Bolívia, bastante central no continente, já mostra a importância do uso racional e eficiente do espaço aéreo. “A integração entre os sistemas brasileiro e boliviano, com o compartilhamento das informações radares na fronteira, proverá não somente para estes dois países, mas para toda a América do Sul, uma união de forças em prol do incremento da segurança e da eficiência dos sistemas de controle de tráfego sul-americano”, finalizou o Ten Brig Ar Domingues.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela senhoraTaciana Moury do Diálogo. Edição, Área Jornalística OIPOL.

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