Forçã-Tarefa conjunta realiza operações para derrotar o crime organizado internacional

  • JIATF-Sul: a força dos relacionamentos.
  • A JIATF-Sul promove a cooperação interagencial entre as nações parceiras e as agências dos EUA para derrotar as organizações criminosas internacionais.
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O Contra-Almirante da Guarda Costeira dos EUA Pat DeQuattro, diretor da JIATF-Sul, diz que sua organização é fundamentada na força dos relacionamentos com as nações parceiras e com as agências dos EUA, para combater o narcotráfico. (Foto: Geraldine Cook, Diálogo).

A Força-Tarefa Conjunta Interagencial Sul (JIATF-Sul, em inglês) realiza operações de detecção e monitoramento do tráfico ilícito nos domínios aéreos e marítimos em toda a área de operações do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM). O Contra-Almirante da Guarda Costeira dos EUA Pat DeQuattro, diretor da JIATF-Sul, conversou durante uma visita a suas instalações na Estação Aérea Naval de Key West, na Flórida. O oficial enfatizou a importância da cooperação interagências para deter o crime organizado transregional.

Diálogo: Como a JIATF-Sul contribui para o esforço regional para combater as ameaças à segurança?

Contra-Almirante da Guarda Costeira dos EUA Pat DeQuattro, diretor da JIATF-Sul: A JIATF-Sul foi criada para fortalecer nossos relacionamentos. Atualmente contamos com 20 países participantes da JIATF-Sul (das Américas Central e do Sul, Canadá, Caribe, México, além de diversos países europeus, como Espanha, França, Países Baixos e Reino Unido). Nós mantemos um relacionamento confiável e sólido e trabalhamos em conjunto para enfrentar as redes de ameaças globais. Também trabalhamos com 16 agências dos EUA para combater essas ameaças. Os nossos esforços interagenciais promovem a segurança no nosso hemisfério ocidental, porque atuamos com vistas às redes de ameaças responsáveis pelo fomento da violência, atividade criminosa, corrupção e degradação do Estado de Direito.

Diálogo: O senhor mencionou a importância da confiança entre as nações parceiras. Qual a relevância de uma parceria baseada nessa confiança?

C Alte DeQuattro: A confiança é o fundamento da nossa forma de operar aqui. Nós evoluímos durante 30 anos e nossa força tem base na integração de uma organização única de agências dos EUA e das nações parceiras com suas respectivas autoridades, jurisdições e o conhecimento das redes de ameaças que estamos enfrentando. Nossa missão é mais efetiva quando há uma confiança mútua entre todos os parceiros.

Diálogo: Quais são os novos métodos que as organizações criminosas internacionais estão usando para transportar seus produtos ilícitos na região?

C Alte DeQuattro: Existe uma tendência das redes de narcotráfico para levar seus produtos mais para o sul e o oeste das Ilhas Galápagos, na zona mais profunda de trânsito do Pacífico Oriental, o que é um sinal de sucesso. Nossos parceiros da América Central e da América do Sul progrediram muito na proteção de suas fronteiras no sul, o que obrigou os narcotraficantes a penetrar no Pacífico Oriental e, assim sendo, sua tendência é distanciar-se mais para se esquivar das forças de coalizão. Vemos também uma tendência similar na Bacia do Caribe, em relação ao tráfico aéreo. As redes de narcotráfico tiram proveito da situação na Venezuela – há um aumento significativo do tráfico aéreo que se movimenta para dentro e para fora do país – e esses são os alvos obscuros que contrabandeiam drogas e dinheiro para a Venezuela e a partir dela. 

Diálogo: Quais os esforços combinados que a JIATF-Sul realiza com as nações parceiras na região para combater o crime transnacional?

C Alte DeQuattro: Criamos a Campanha Martillo, onde coordenamos e sincronizamos o emprego de porta-aviões e forças terrestres para enfrentar os fluxos tradicionais de drogas, tanto na Bacia do Caribe quanto no Pacífico Oriental. Também apoiamos as nações parceiras que assumiram um papel de liderança para lutar contra essas redes. Por exemplo, a Colômbia se concentra em combater a produção e o fluxo de cocaína em seu país, e estamos dando apoio ao seu governo e às forças armadas na sua Operação Orion, uma operação multinacional antidrogas em águas internacionais.

Diálogo: Qual foi o resultado mais importante da Operação Martillo desde seu início, em 2012?

C Alte DeQuattro: A colaboração é o esforço de maior sucesso da campanha Martillo, pois nossos parceiros da América Central, América do Sul e Caribe, além do México, trabalham em conjunto. Estamos cooperando e coordenando nossas aeronaves e embarcações de patrulhamento marítimo para interceptar as embarcações e neutralizar os barcos contrabandistas, independentemente do seu país de procedência ou destino.

Diálogo: Quais as conquistas de interdição que a JIATF-Sul contabilizou no primeiro semestre de 2019?

C Alte DeQuattro: Por meio de nossos esforços interagenciais, os parceiros da JIATF-Sul apreenderam mais de 150 toneladas métricas [de drogas]. Essa conquista também é fruto do apoio para apreender e levar à justiça centenas de supostos contrabandistas.

Diálogo: Como o senhor vê o potencial e as capacidades de resposta das nações parceiras em seus esforços para combater o tráfico ilícito?

C Alte DeQuattro: As nações parceiras desempenham um papel extremamente importante. Vemos as capacidades, a vontade política e a energia por trás do trabalho que nossas nações parceiras continuam a realizar. Elas são responsáveis por cerca de 40 por cento das apreensões e neutralizações das quais a JIATF-Sul participa. Nossas nações parceiras têm sido mais agressivas com as interdições marítimas, pois estão se distanciando cada vez mais da costa e estão adquirindo novas capacidades, muitas das quais com o apoio dos programas do Departamento de Defesa dos EUA em seus respectivos países.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Geraldine Cook/  Diálogo. Edição, Área Jornalística OIPOL.

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