Chile no combate contra o narcotráfico

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Veículos da VI Divisão do Exército do Chile monitoram a fronteira norte do país para apoiar a luta contra o narcotráfico. (Foto: Exército do Chile).

Membros das Forças Armadas do Chile estão destacados nas fronteiras norte do país, para combater o narcotráfico e o crime organizado transnacional, em apoio às forças policiais nas regiões de fronteira com Argentina, Bolívia e Peru.

Unidades do Exército do Chile realizam tarefas de vigilância e prestam apoio logístico, tecnológico e de transporte na luta contra atividades ilegais, como o tráfico de drogas e de pessoas, o contrabando de dinheiro e outros crimes conexos.

“Os países receptores do narcotráfico na Europa, os Estados Unidos e também a OEA [Organização dos Estados Americanos] fizeram pressão, exigindo que o Chile implementasse medidas de controle, tornando-as oficiais e transparentes” disse Guillermo Holzmann, analista político e de defesa chileno e professor da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas da Universidade de Valparaíso.

O Comando Conjunto Norte, subordinado ao Estado-Maior Conjunto do Chile, lidera a coordenação das diversas capacidades das Forças Armadas com as forças policiais. Os militares prestam apoio logístico e tecnológico para rastrear e identificar os criminosos, enquanto os membros das forças policiais são responsáveis pelas detenções.

Segundo Holzmann, as rotas utilizadas pelos traficantes não são controladas pelas autoridades nacionais. “São [rotas] exploradas, definidas e garantidas por grupos criminosos com base na Itália, Rússia, países da ex-União Soviética e China, que as controlam e definem seu uso, com o apoio de armas e sem armas”, disse Holzmann.

“Grande parte das drogas é carregada em portos pequenos, para depois ser transferida a embarcações muito maiores em alto mar. Por isso, esse combate requer a convergência dos recursos da Marinha, da Força Aérea e do Exército”, explicou Holzmann.

O General de Exército do Chile René Bonhomme, comandante em chefe da VI Divisão, disse à Diálogo que as instituições policiais, apesar de realizarem seu trabalho adequadamente, “não possuem a capacidade para proteger uma fronteira de extensão considerável, especialmente a da Bolívia, com uma geografia que a torna complexa para ser administrada e controlada.

De acordo com cifras do governo chileno, 64 por cento do total das apreensões de drogas realizadas entre 2010 e 2018 se concentram na zona norte do país, na fronteira com a Bolívia e o Peru, dois países que se considera que estão entre os maiores produtores de cocaína. Apenas em 2019, as forças policiais desarticularam 35 quadrilhas criminosas na região e confiscaram mais de 1 tonelada de drogas.

O narcotráfico na fronteira do Chile aumentou nos últimos anos, especialmente nessas áreas que se estendem por aproximadamente 850 quilômetros em uma região desértica, geograficamente acidentada e com alturas que atingem em torno de 5.000 metros acima do nível do mar.

“Trata-se de uma zona com clima difícil, caminhos muito mal configurados, de má qualidade e com muitas ravinas”, disse o Gen Ex Bonhomme. “Aqui os grupos se movem à noite com destreza, o que mostra que são grandes conhecedores e engenhosos no uso das rotas.”

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pelo Guillermo Saavedra / Diálogo, Edição, Área Jornalística OIPOL.

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