Operações na Colômbia para apreender semissubmersíveis usados pelo narcotráfico

  • A Marinha da Colômbia e o SOUTHCOM trabalham juntos para destruir semissubmersíveis que transportam drogas
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La Armada Nacional de Colombia incautó ocho toneladas de cocaína en un semisumergible en aguas del Pacifico colombiano, cuando pretendía salir a mar abierto el 18 de septiembre de 2019. (Foto: Armada Nacional de Colombia)

No dia 30 de agosto de 2019, a Força Naval do Pacífico da Colômbia destruiu duas embarcações em terra, antes de serem descartadas, com capacidade para transportar de 4 a 8 toneladas de cocaína. No dia 20 de setembro, graças ao apoio da Guarda Costeira dos EUA, foi interceptado no mar outro semissubmersível com oito toneladas de cloridrato de cocaína, no valor de US$ 320 milhões.

“Incrementamos a captura de semissubmersíveis, que chegou a 20 este ano. Mas o balanço mais importante é a soma dos esforços com os países por onde a droga passa, através dos quais [os narcotraficantes] criam novas rotas”, disse à Diálogo o Contra-Almirante da Marinha da Colômbia Hernando Enrique Mattos Dager, comandante da Força-Tarefa contra o Narcotráfico Poseidón, da Força Naval do Pacífico. “As operações com os países aliados estão refletidas nos resultados.”

O aumento também se deve à detecção em terra, consequência de um trabalho eficaz de inteligência. “No mar a operação é mais complexa, embora estejamos atingindo resultados cada vez melhores, graças ao apoio das unidades do Comando Sul, com aviões de patrulha marítima para a detecção, os quais recebem nossa informação sobre as áreas de patrulhamento”, explicou o C Alte Mattos.

Os semissubmersíveis, também conhecidos como cocaine subs, são embarcações de baixo perfil que têm um custo de fabricação de aproximadamente US$ 1 milhão. São construídos e projetados artesanalmente para navegar entre 10 e 20 centímetros acima do nível do mar, o que dificulta sua detecção pelos radares e sensores. “Os semissubmersíveis contam com uma cabine para quatro pessoas: dois maquinistas encarregados do motor e do controle dos níveis de água, um mecânico e um indivíduo denominado ‘a garantia’, membro da organização narcotraficante, que viaja para garantir que a droga chegue completa ao seu destino”, explicou a Marinha.

Existem vários modelos de semissubmersíveis: os que funcionam a diesel e motor interno, dotados de alta tecnologia, até embarcações com cobertura em fibra de vidro e motor de popa. Foram detectados vários avanços similares aos dos submarinos militares, com autonomia para permanecer submersos durante dias e até meses.

Essas embarcações são utilizadas devido à facilidade de seu reabastecimento de combustível e alimentos em alto mar. Podem sair da Colômbia e chegar ao México sem qualquer contratempo de logística. Seu real problema é o cerco montado pelos países participantes das operações de captura de criminosos transnacionais.

“A estratégia utilizada atualmente, com mais e melhores aeronaves, radares potentes, câmaras etc., facilita a detecção, sempre e quando se saiba onde buscar. Essa é a chave”, garantiu o C Alte Mattos.

As operações da Marinha Nacional da Colômbia resultaram no confisco de aproximadamente 164 toneladas de cloridrato de cocaína e 24 de maconha até setembro de 2019. “Desferimos golpes estratégicos e reafirmamos o compromisso da Colômbia contra o narcotráfico”, afirmou à imprensa o presidente colombiano Iván Duque. “Hoje podemos dizer que mais de 40 por cento das apreensões realizadas no hemisfério ocidental são desenvolvidas pelas autoridades colombianas.”

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Yolima Dussán / Diálogo. Edição, Área Jornalística OIPOL.

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