Irã continua a financiar o terrorismo internacional

  • Enquanto iranianos padecem, o regime financia o terrorismo
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Um míssil de superfície a superfície Shahab-3 é exibido junto a um retrato do líder supremo iraniano aiatolá Ali Khamenei, em uma exposição de rua do Exército do Irã e da Guarda Revolucionária paramilitar, na praça Baharestan de Teerã, em 26 de setembro de 2019, para celebrar a Semana de Defesa, que marca o 39º aniversário do início da guerra entre Irã e Iraque, que ocorreu de 1980 a 1988. (Foto: STR / AFP)

O governo iraniano gastou US$ 6,4 bilhões em 2018 com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã – Força Quds (IRGC–QF, em inglês), designado pelos EUA como organização terrorista que apoia o Hezbollah, Hamas e outros grupos terroristas estrangeiros, além de planificar ataques na Europa.

A economia do Irã encolheu quase 5 por cento entre março de 2018 e março de 2019, enquanto a inflação saltou de 23 por cento a 35 por cento no mesmo período, tornando mais difícil para os iranianos comuns chegarem ao final do mês. O custo de legumes e verduras, por exemplo, aumentou 155 por cento em abril, comparado ao ano anterior. O preço da carne subiu 117 por cento, segundo relatórios publicados. No entanto, o Irã não parou de exportar terrorismo.

“Este regime, ao contrário da maioria dos regimes do mundo, utiliza as receitas do petróleo para apoiar o terrorismo, financiar organizações terroristas e financiar seu programa de mísseis”, declarou em agosto Brian Hook, representante especial dos Estados Unidos para o Irã.

Os EUA recentemente designaram quatro homens por ajudarem o IRGC-QF a encher os cofres do Hamas. “Esses facilitadores canalizaram dezenas de milhões de dólares da Força Quds do Irã para o Hamas, através do Hezbollah no Líbano, para ataques terroristas originados na Faixa de Gaza”, afirmou Sigal Mandelker, subsecretário para o Terrorismo e a Inteligência Financeira do Tesouro, em 29 de agosto de 2019, quando as sanções foram anunciadas.

Nos últimos anos, conspirações de ataques terroristas do IRGC-QF foram desbaratadas em muitos países, incluindo Alemanha, Bahrein, Bósnia, Bulgária, Quênia e Turquia. O regime canalizou pelo menos US$ 16 bilhões desde 2012 para o regime de Assad e outros cúmplices em Iêmen, Iraque e Síria.

Recursos gastos para reprimir o povo

Apesar da economia em contração, o regime está aumentando os gastos em medidas repressivas. O orçamento preliminar para o ano fiscal 2019-2020 concede ao Ministério de Inteligência do Irã, que monitora e reprime os iranianos, um aumento de 32 por cento, segundo um relatório da Fundação para a Defesa das Democracias, um centro de investigações com sede em Washington.

Em 2018, o regime também aumentou em uma taxa colossal de 84 por cento o financiamento à sua Força de Aplicação da Lei que patrulha os iranianos, segundo o Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, um centro de investigações com sede em Londres. O aumento na segurança interna ocorre após protestos contra a má gestão econômica e o financiamento ao IRGC por parte do regime.

Saeid Golkar, especialista em Oriente Médio e professor de Ciência Política na Universidade do Tennessee em Chattanooga, disse que a ampliação das forças de segurança interna durante tempos difíceis é um procedimento padrão dos regimes opressivos que se preocupam apenas por si mesmos.

“As pessoas comuns não foram importantes, não são importantes e não serão importantes para a República Islâmica”, disse Golkar. “Focar nas forças militares – essa é a primeira política que se deve adotar –, porque as forças armadas são necessárias para reprimir o povo.”

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pelo Dave Reynolds / Share América. Edição, Área Jornalística OIPOL.

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