Conferência de Segurança de Nações Caribenhas articula assuntos de ameaça regionais

  • Reconhecem que os narcotraficantes tiraram proveito da crise na segurança e na sociedade civil, deflagrada pela corrupção do regime na Venezuela
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Defense leaders from 14 Caribbean countries along with their counterparts from Canada, France, the Netherlands, United Kingdom, and the United States attend the Caribbean Nations Security Conference. (Photo: Juan Chiari, U.S. SOUTHCOM)

Líderes de defesa de 14 países caribenhos, junto a seus homólogos do Canadá, França, Países Baixos e Reino Unido participaram da Conferência de Segurança de Nações Caribenhas (CANSEC, em inglês), realizada no Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), nos dias 14 e 15 de novembro de 2019, em Miami.

O SOUTHCOM patrocina a conferência anual de segurança regional que promove o diálogo entre os líderes de defesa e segurança, para que possam trabalhar em conjunto para derrotar as ameaças transnacionais e estarem mais preparados para responder às crises e apoiar operações de assistência em casos de desastres.

Entre os temas discutidos na conferência estavam a assistência humanitária, as operações de ajuda em casos de desastres, os objetivos de segurança regional e o exercício anual multinacional de segurança Tradewinds.

“Um dos temas abordados foi como devemos trabalhar em conjunto como parceiros e como utilizamos e trabalhamos efetivamente com organizações regionais de segurança, como a Agência de Gestão de Emergências em Casos de Desastres do Caribe”, disse à imprensa o Almirante de Esquadra Craig S. Faller, comandante do SOUTHCOM. “Achamos importante falar sobre o ótimo trabalho que estamos realizando coletivamente para fortalecer a segurança dessa região, porque somos todos vizinhos e amigos”, acrescentou.

Na linha de frente das ameaças à segurança da região estão as organizações criminosas transnacionais e o tráfico ilícito. Embora essas organizações disponham de grandes recursos financeiros, temos feito progressos para desmanchar essas redes, graças à cooperação regional e ao trabalho com a Força-Tarefa Conjunta Interagencial Sul (JIATF Sul) em Key West, Flórida.

“Neste ano [2019], já apreendemos cocaína avaliada em mais de US$ 4 bilhões em valor de mercado, e maconha avaliada em quase US$ 1 bilhão. Então, foi um ano de muito êxito para nós, trabalhando com a JIATF Sul”, disse o General de Divisão John Meade, chefe da Defesa da Jamaica.

A Venezuela como um narcoestado

Os líderes de defesa reconheceram que os narcotraficantes tiraram proveito da crise na segurança e na sociedade civil, deflagrada pela corrupção do regime na Venezuela.

“O governo de Maduro facilitou o narcotráfico”, disse o Alte Esq Faller. “Houve um aumento de mais de 50 por cento no narcotráfico na Venezuela e através dela, e Maduro e seus comparsas estão enchendo os bolsos através de conluios com o tráfico ilícito de drogas.”

Resposta à crise

A Foto A-- foto New York Post
Prédios foram reduzidos a escombros depois que o furacão Dorian devastou as Bahamas. A resposta de assistência humanitária e ajuda durante desastres constava da agenda da Conferência de Segurança de Nações Caribenhas. (Foto: Terceiro-Sargento da Guarda Costeira dos EUA Adam Stanton)

A prestação de assistência humanitária e ajuda em situações de desastres também constavam da agenda, pois os líderes de defesa e segurança discutiram a respeito de suas funções nas operações de resposta às crises na região, como ocorreu durante o furacão Dorian, que devastou as Bahamas em meados de 2019.

“Vemos que os fenômenos meteorológicos estão sendo cada vez mais severos em toda a região”, disse o Capitão da Força de Defesa de Barbados Errington Shurland, diretor executivo do Sistema de Segurança Regional. “Já se prevê que os sistemas serão cada vez mais severos, mais frequentes, e eu acredito que um exercício teórico, se for realizado anualmente, nos permitirá melhorar nossa resposta”, acrescentou.

O caminho que temos à frente

Face a todas essas ameaças, os líderes da região reconheceram a importância das democracias e nações com a mesma linha de pensamento, que trabalham em conjunto em apoio aos objetivos mútuos e interesses compartilhados.

“Fiquei satisfeito ao saber que atingimos os objetivos da conferência de fortalecer efetivamente os laços de amizade, os compromissos, e buscar meios de tornar o hemisfério mais seguro, pacífico e próspero”, concluiu o Alte Esq Faller.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada por Steve McLoud, Dialogo. Edição, Área Jornalística OIPOL.

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