Presidente Trump: “Nicarágua continua a ser uma ameaça à segurança nacional”

NICARAGUA-CRISIS-PRISONERS-DEMO
Um estudante pinta um grafite durante uma manifestação no campus da Universidade Centro-Americana, em apoio às mães dos presos políticos, que estão em greve de fome na Igreja de San Miguel, em Masaya, Manágua, no dia 22 de novembro de 2019. (Foto: INTI OCON / AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou no dia 25 de novembro um decreto-lei que lhe permite sancionar funcionários do governo da Nicarágua, por considerar que a situação naquele país representa uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política exterior dos EUA”.

Com a prorrogação do decreto, os EUA anunciarão novas sanções aos funcionários do governo de Daniel Ortega, como declarou à imprensa o representante dos EUA na Organização dos Estados Americanos (OEA), Carlos Trujillo.

“Manteremos a pressão contra a Nicarágua”, disse Trujillo ao deixar uma sessão da OEA sobre o país centro-americano.

No comunicado divulgado pela Casa Branca, Trump ressalta que a situação no país e sua “ameaça” são consequências da “resposta violenta do governo da Nicarágua às manifestações que começaram no dia 18 de abril de 2018”.

Também atribuiu ao presidente Daniel Ortega “o desmantelamento e enfraquecimento sistemático” das “instituições democráticas e do Estado de Direito”, bem como o uso desmedido da violência e das práticas repressivas.

A corrupção é mais um dos fatores que provocam essa situação, segundo o comunicado.

A atuação de Trump obedece a um procedimento administrativo; o presidente deve prorrogar o decreto-lei emitido no dia 27 de novembro de 2018, para que continue em vigor, o que lhe permite ter argumentos legais para sancionar os funcionários nicaraguenses.

Oposicionistas pedem maior pressão

Para a ativista oposicionista e defensora dos direitos humanos Bianca Jagger, tanto os EUA como a União Europeia devem impor mais sanções contra funcionários do governo da Nicarágua, especialmente os militares.

“Não se tocou no Exército da Nicarágua porque existe a esperança de que o Exército se comporte como o da Bolívia”, disse Jagger em um evento no dia 25 de novembro, em Washington D.C. “O Exército facilitou armas de guerra à polícia e aos militares”, acrescentou.

A Nicarágua, junto com Cuba e a Venezuela, é um dos países latino-americanos que o governo de Trump colocou como prioridade na hora de impor pressão diplomática e econômica, visando uma mudança de governo.

Segundo Roberto Courtney, diretor executivo da ONG Ética e Transparência, no caso do governo da Nicarágua, o efeito das sanções pode ser maior, já que se trata de um país mais vulnerável economicamente.

“Existe uma pequena diferença [entre a Nicarágua e a Venezuela] (…); a vulnerabilidade econômica torna o país mais propenso a sofrer os efeitos das sanções”, disse Courtney.

A Nicarágua vive uma crise sociopolítica desde abril de 2018. De acordo com um relatório da uma Comissão de Alto Nível da OEA sobre a Nicarágua, a crise já causou pelo menos 325 mortes.

O relatório, apresentado ao Conselho Permanente, recomendou que a OEA declarasse uma “alteração da ordem constitucional” na Nicarágua, o que poderia desencadear a suspensão do país como membro do organismo multilateral.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Voz da América / Dialogo. Edição, Área Jornalística OIPOL.

QR Code
Aqui pode fazer doações para ajudar as operações da OIPOL…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: