Crônica da captura do “Rei da cocaína” na Colômbia

 

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O procurador geral da República Dominicana, Jean Alain Rodríguez, fala durante uma entrevista coletiva à imprensa, após a prisão do traficante de drogas dominicano César Emilio Peralta, na Procuradoria Geral em Santo Domingo, no dia 2 de dezembro de 2019. (Foto: Erika Santelices / AFP)

O dominicano César Emilio Peralta, conhecido como o “Rei da cocaína” e acusado de enviar milhares de toneladas de drogas do Caribe para os Estados Unidos e Europa, foi detido no dia 2 de dezembro na Colômbia, informaram as autoridades.

Peralta, de 44 anos e também conhecido como “o abusador”, foi capturado na localidade de Bocagrande, na cidade de Cartagena das Índias, disse em uma coletiva de imprensa o procurador geral dominicano Jean Alain Rodríguez.

O oficial garantiu que a rede operada por Peralta e que, segundo o FBI, tinha supostas conexões com a Venezuela, Porto Rico e Colômbia, foi “completamente desmantelada” após mais de 60 operações que culminaram com a captura de 18 pessoas, entre elas cinco líderes da quadrilha.

Três pessoas foram extraditadas para os Estados Unidos e uma está em processo de ser entregue à justiça desse país, informou Rodríguez.

Por sua parte, a Promotoria colombiana informou que Peralta, procurado em 192 países por meio de uma circular vermelha da Interpol, estava refugiado em um apartamento onde “a prisão foi realizada”.

O FBI oferecia uma recompensa de US$ 100.000 por informações que levassem à captura do “Rei da cocaína”.

“Entramos em contato com o Ministério da Justiça da Colômbia para coordenar sua extradição, seja para os Estados Unidos ou para a República Dominicana, de preferência para o primeiro”, declarou o procurador.

Junto com Peralta foram presos três colombianos e um dominicano, acrescentou.

Em agosto, o Departamento do Tesouro dos EUA incluiu o dominicano em sua lista negra de narcotraficantes por supostamente coordenar o envio a partir de Santo Domingo de “toneladas de cocaína e quantidades significativas de opioides” para os Estados Unidos, Porto Rico e Europa.

As sanções do Tesouro congelam os bens e ativos que os afetados tenham direta ou indiretamente sob a jurisdição dos Estados Unidos.

Segundo a Procuradoria da República Dominicana, o “Rei da cocaína” estava envolvido “há mais de duas décadas” no tráfico de drogas.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela agência AFP / Dialogo. Edição, Área Jornalística OIPOL.

Vídeos vinculados em idioma espanhol

 

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