O regime comunista de Nicolás Maduro coloca Venezuela em situação deplorável

  • O país petroleiro encerra 2019 com mais desigualdades
Christmas Preparations in Venezuela
Uma mulher compra pimentas verdes em um mercado onde os ingredientes para o preparo de hallacas (tamales venezuelanos e prato típico de Natal) são vendidos a preços mais baixos, em Caracas, Venezuela, no dia 16 de dezembro de 2018. (Foto: Marcelo Perez del Carpio, DPA/AFP)

Na avenida Rio de Janeiro, no município de Baruta, em Caracas, desde o final de novembro há um certo frenesi para comprar pinheiros naturais importados diretamente do Canadá. 

Lojas que vendem essas coníferas, guirlandas e brinquedos de Natal foram instaladas em locais onde anteriormente funcionavam outros estabelecimentos, que tiveram que fechar devido à crise.

Esses pinheiros são vendidos a um preço mínimo de US$ 100,00, se forem naturais. Os artificiais podem ser comprados a partir de US$ 120,00. As luzes e outros enfeites podem custar até US$ 50,00. Nas lojas onde se vende esse tipo de mercadoria em Las Mercedes, um bairro comercial de luxo da vizinhança, os preços são similares.

Os compradores entusiasmados são uma minoria na Venezuela: burocratas que acumulam riquezas graças aos cargos que ocupam no regime de Nicolás Maduro. Para os demais, uma dessas árvores sem enfeites equivale a 12,6 salários mínimos mensais. Apenas um reduzido setor da sociedade pode se dar esse luxo.

“As pessoas gostam do aroma do pinheiro. Isso lhes lembra o Natal”, explicou Diego, jovem encarregado de uma dessas vendas.

Sua loja, no final de semana de 23 e 24 de novembro, vendeu oito pinheiros. Ainda restam outros 30. Nesse ritmo, espera-se que até meados de dezembro todos tenham sido vendidos.

Em outros tempos, o movimento em torno dessas lojas era de grande magnitude e costumava indicar a proximidade das festas. Os profissionais de classe média gastavam ali seus rendimentos adicionais de fim de ano. Agora, segundo o deputado Ángel Alvarado, membro da Comissão Permanente de Finanças e Desenvolvimento Econômico da Assembleia Nacional da Venezuela, esses compradores representam um grupo privilegiado, que constituem um percentual muito pequeno da população do país.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional, no fechamento de 2019 a inflação acumulada na Venezuela será de mais de 200.000 por cento.

“A Venezuela é muito mais do que o leste de Caracas [onde se situa Las Mercedes], e é bom lembrar disso. A economia do PIB [produto interno bruto] não petrolífero caiu 78 por cento. Isso significa que a economia privada em geral está destruída”, afirmou o deputado.

O mercado municipal de Chacao se situa a 3 quilômetros ao norte da Avenida Rio de Janeiro. Em uma das barracas, o vendedor oferecia um kit para preparar hallacas (tamales venezuelanos) com os condimentos básicos (passas, azeitonas, alcaparras e manteiga) para o prato tradicional dos festejos de fim de ano, por US$ 10,00. Além disso, seria necessário comprar as folhas para enrolar, o frango e os pedaços de carne de vaca e de porco.

Uma compradora, Maria Eugenia, andava de um lado a outro comparando preços. Ela lembrou que até 2017 se dava o luxo de contratar dois auxiliares para fazer até 500 hallacas. Neste Natal, a situação será diferente: dois de seus quatro filhos saíram do país e ela só tem disposição para fazer umas poucas hallacas, que comerá com os familiares que ainda permanecem na Venezuela.

Enquanto Maria Eugenia terminava suas compras, Ernestina perambulava pelos corredores desse mercado popular de compras, puxando um carrinho. Não comprava nada, pois não tinha como pagar.

“Estou vendendo tudo o que ainda tenho em casa para poder comer”, confessou a senhora de 75 anos, acrescentando que seu único sustento é obtido com a venda de seus próprios pertences.

Quando as festas de fim de ano chegam, fica evidente a situação de desigualdade pela qual passam os venezuelanos.

Segundo Janeth Márquez, diretora da ONG Cáritas Venezuela, o ano de 2019 se encerrará com mais de 7 milhões de pessoas sofrendo por não poder atender as necessidades básicas. Isso implica não apenas a impossibilidade de adquirir remédios para doenças crônicas, mas também basicamente os alimentos para um consumo mínimo diário de calorias.

Entre esses, 1,2 milhão são menores de idade. Para toda essa população, não haverá Natal.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada por Dialogo. Edição, Área Jornalística OIPOL.

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OIPOL é a Escola de Criminologia e a Escola Internacional de Criminologia. Carreiras na OIPOL

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