Polícia turca investiga detalhes da fuga do ex-chefe da Nissa-Renault

  • Turquia prende pilotos
A Foto A--
Casa que seria de Carlos Ghosn em Beirute 31/12/2019 REUTERS/Mohamed Azakir

ISTAMBUL – A polícia turca prendeu sete pessoas, incluindo quatro pilotos, nesta quinta-feira, em uma investigação sobre como o ex-chefe da Nissan Carlos Ghosn passou por Istambul a caminho do Líbano depois de fugir do Japão, informou uma porta-voz da corporação.

Segundo a porta-voz, os outros detidos são dois trabalhadores de solo de um aeroporto e um funcionário de transporte de carga, e os sete devem fazer declarações perante um tribunal nesta quinta-feira.

A imprensa informou que o Ministério do Interior da Turquia iniciou uma investigação sobre o trajeto de Ghosn. O ex-chefe da Nissan revelou na terça-feira que havia fugido para Beirute para escapar do que chamou de sistema judicial “fraudulento” do Japão.

Pessoas familiarizadas com o assunto disseram à Reuters que Ghosn, um dos executivos mais conhecidos do mundo, chegou a Beirute em um jato particular que partiu de Istambul na segunda-feira.

O site de notícias Hurriyet, citando uma autoridade do Ministério do Interior, disse que a polícia de fronteira turca não foi notificada sobre a chegada de Ghosn e que nem sua entrada nem saída foram registradas.

Segundo o Hurriyet, o avião que levou Ghosn chegou às 5h30 da manhã de segunda-feira ao aeroporto de Ataturk, em Istambul, e os promotores ordenaram as prisões efetuadas nesta quinta-feira depois de ampliarem suas investigações.

Dados de rastreamento de voo sugerem que Ghosn usou dois aviões diferentes para voar para Istambul e depois para o Líbano.

As autoridades japonesas permitiram que Ghosn ficasse com um passaporte francês sobressalente em uma mala trancada enquanto estava sob fiança, disse a emissora pública NHK na quinta-feira.

O empresário, que tem cidadania francesa, libanesa e brasileira, foi retirado de Tóquio por uma empresa de segurança privada dias atrás, na conclusão de um plano elaborado durante três meses, disseram fontes.

Ghosn foi preso pela primeira vez em Tóquio em novembro de 2018 e enfrenta quatro acusações, incluindo ocultação de renda e enriquecimento pessoal por meio de pagamentos a concessionárias de veículos no Oriente Médio. Ele nega as acusações.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Reuters. Reportagem adicional de Ali Kucukgocmen. Edição, Área Jornalística OIPOL.

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