Presidente do Brasil apoia ação dos EUA contra Irão

  • Bolsonaro apoia ataque americano contra líder militar iraniano
  • Irã convoca representante do Brasil em Teerã após nota do Itamaraty sobre morte de general

Funeral de Qassem Soleimani em KermanO Ministério das Relações Exteriores disse, nesta terça-feira, que a encarregada de negócios do Brasil em Teerã foi convocada pela chancelaria iraniana para uma conversa após manifestação do governo brasileiro a respeito da morte de um general iraniano em um ataque de drone norte-americano em Bagdá.

Segundo o Itamaraty, a conversa foi reservada e “transcorreu com cordialidade, dentro da usual prática diplomática”. O MRE acrescentou que não irá comentar o conteúdo da reunião.

“Informamos que a Encarregada de Negócios do Brasil em Teerã, assim como representantes de países que se manifestaram sobre os acontecimentos em Bagdá, foram convocados pela chancelaria iraniana. A conversa, cujo teor é reservado e não será comentado pelo Itamaraty, transcorreu com cordialidade, dentro da usual prática diplomática”, disse o Itamaraty.

A convocação da diplomata brasileira em Teerã ocorreu após o Itamaraty emitir uma nota na sexta-feira sobre a morte do general iraniani Qassem Soleimani, em que manifestou “apoio à luta contra o flagelo do terrorismo”.

Soleimani, considerado a segunda autoridade mais importante do Irã, foi morto na sexta-feira em um ataque dos EUA em Bagdá. Visto como “terrorista” pelo governo norte-americano, ele era um herói nacional para muitos iranianos, mesmo aqueles que não se consideram apoiadores devotos da elite clerical do país.

Apoio de Bolsonaro

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, defendeu o ataque americano que matou o líder da inteligência militar iraniana Qassem Soleiman, mas disse não esperar guerra.

“Nós somos favoráveis a qualquer medida que combata o terrorismo pelo mundo”, disse o Bolsonaro em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, e disse esperar que Washington e Teerão resolvam os seus diferendos sem ir à guerra.

“Nós sabemos a posição do Irão perante o mundo, o que os árabes pensam a respeito do Irão e como os apoios, ou melhor, o abandono de apoio em relação ao Irão vem acontecendo nos últimos anos. Então acompanhamos isso, não podemos concordar em grande parte com o que acontece lá, mas temos uma posição de uma certa equidistância”, acrescentou o Presidente que recusou revelar se conversou com Donald Trump, de quem é declaradamente admirador, após o ataque.

Para o Presidente brasileiro “a melhor coisa que podemos fazer neste momento é torcer e pedir a Deus que tudo seja resolvido. A gente não vai tirar proveito de uma possível guerra, não vai ter proveito para o nosso Brasil não”.

Em causa está o aumento do preço do petróleo que, em caso de continuar a aumentar, pode favorecer o Brasil.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Reuters, por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiroe  e VOA NEws. Edição, Área Jornalística OIPOL.

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