GAFI: Irã é uma ameaça ao sistema financeiro internacional

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Iranianos posam sob um retrato gigantesco do falecido líder iraniano Ayatollah Ruhollah Khomeini, enquanto participam de uma manifestação para comemorar o aniversário da Revolução Islâmica, na praça Azadi, no oeste de Teherã, em 11 de fevereiro de 2020. (Foto: Morteza Nikoubazl / NurPhoto / AFP).

O Irã precisa ser colocado na lista negra para evitar sua participação no sistema financeiro internacional, após o regime iraniano ter se recusado a implementar restrições contra o financiamento do terrorismo, disse um grupo observador de assuntos internacionais, em 21 de fevereiro de 2020.

O Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI), com sede em Paris, havia concedido ao regime do Irã um prazo até fevereiro para aplicar restrições contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. No entanto, o regime se recusou a adotar as medidas adequadas, e o GAFI está alertando contra os investimentos.

“O GAFI continuará preocupado com o risco de financiamento do terrorismo que emana do Irã e com a ameaça que isso representa para o sistema financeiro internacional”, disse a organização composta por 37 membros, em um comunicado divulgado em 21 de fevereiro.

O GAFI ressaltou que em junho de 2016 o regime do Irã se comprometeu a implementar reformas, mas se recusou a adotar os padrões internacionais. A Coreia do Norte é o único outro país que o GAFI considera “de alto risco”, essencialmente fazendo parte da lista negra do sistema financeiro internacional.

Os Estados Unidos elogiaram a ação do GAFI. “O regime precisa aderir aos padrões básicos com os quais praticamente todos os outros países do mundo concordam”, disse o secretário de Estado dos EUA, Michael R. Pompeo, em um comunicado em 21 de fevereiro.

“O Irã deve cessar seu comportamento imprudente e agir como uma nação normal, se quiser que seu isolamento termine”, afirmou.

Os Estados Unidos estão aplicando sanções econômicas para negar ao regime do Irã os rendimentos que utilizaria para financiar grupos terroristas designados pelos EUA, como o Hezbollah e o Hamas, e o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, em inglês), que é parte integrante do regime.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, até reconheceu que o fracasso do regime para conter a lavagem de dinheiro impede investimentos e exigiu o cumprimento das regras do GAFI.

Mas o pedido de Rouhani em favor do cumprimento dos padrões internacionais de financiamento antiterrorista esconde o fato de que ele tem sido parte do problema. No ano passado, Rouhani retirou bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Irã para apoiar o IRGC.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada por ShareAmerica. Edição, Área Jornalística OIPOL.

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