EUA procura frear as atividades criminosas do regime de Nicolás Maduro

  • Por que os EUA impõem sanções à Venezuela?
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Nicolás Maduro, à direita, e Maikel Moreno, presidente da Suprema Corte da Venezuela, estão na lista de sanções dos EUA (© Ariana Cubillos/AP Images)

Desde 2017, os EUA aplicam sanções a pessoas físicas, empresas e entidades petrolíferas associadas ao antigo regime de Maduro, dentro e fora da Venezuela.

Por que as sanções são necessárias e quem realmente sente seu impacto?

As sanções dos EUA são projetadas para garantir que Maduro e seus comparsas não lucrem com a mineração ilegal de ouro, as operações estatais de petróleo ou outras transações comerciais que permitiriam a atividade criminosa do regime e violações dos direitos humanos.

Por exemplo, as sanções relativas ao petróleo visam “suspender essas fontes de receita financeira e impedir que a indústria petrolífera seja explorada para a obtenção de privilégios”, disse Carrie Filipetti, do Departamento de Estado, a um comitê do Senado dos EUA*.

Isso significa que sanções serão aplicadas a uma pessoa física como Alex Saab, empresário colombiano que usou uma rede de empresas de fachada para esconder lucros de contratos supervalorizados e sem licitação obtidos por meio de subornos e propinas. Agora que ele sofreu sanções, não tem mais permissão para realizar negócios nos EUA ou por meio do sistema financeiro dos EUA.

Os economistas concordam que as sanções dos EUA não são responsáveis ​​pelo declínio da economia venezuelana. De acordo com um estudo do Instituto Brookings e da Universidade de Harvard*, “ao analisar vários resultados socioeconômicos na Venezuela ao longo do tempo, fica claro que a maior parte da deterioração nos padrões de vida ocorreu muito antes das sanções serem aprovadas em 2017”.

E embora o governo dos EUA imponha sanções a pessoas físicas e empresas pró-Maduro, isso não diminui a quantidade de ajuda que os EUA oferecem à Venezuela.

O governo dos EUA forneceu mais de US$ 656 milhões em ajuda vital* ao povo venezuelano entre 2017 e 2019. O orçamento proposto para o ano fiscal de 2021* do presidente Trump inclui US$ 205 milhões para atender às necessidades relacionadas à saúde e à agricultura dos venezuelanos.

Embora o governo dos EUA tenha imposto sanções a pessoas e organizações, “as sanções não precisam ser permanentes para quem deseja contribuir para o futuro democrático da Venezuela”, explicou Elliott Abrams, do Departamento de Estado. Mas “outros que continuam a lucrar ou apoiar Maduro devem ficar alertas”.

Á procedente assinalar que a informação foi facilitada pela ShureAmerica. Edição, Área Jornalística OIPOL.

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