Militares brasileiros intensificam a luta contra o novo coronavírus

Coronavirus Outbreak In Brazil
Militares da Companhia de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército Brasileiro realizam atividades de descontaminação da Estação Central de Metrô de Brasília, Brasil, no dia 28 de março de 2020. Ações de descontaminação em locais com alto tráfego de passageiros fazem parte da prevenção e luta contra o coronavírus (COVID-19). (Foto: André Borges / NurPhoto / AFP)

Desde janeiro de 2020, quando o mundo começou a entrar em alerta por causa do coronavírus, militares brasileiros têm intensificado o enfrentamento da pandemia. O mesmo ocorre na maioria dos países da América Latina, os quais se apoiam nas forças armadas para fortalecer as medidas contra a disseminação do vírus. As frentes de emprego de pessoal e de equipamentos são variadas: vão desde o bloqueio das fronteiras terrestres à produção de álcool em gel nos laboratórios militares.

Para o General de Exército Edson Leal Pujol, comandante do Exército Brasileiro (EB), a batalha atual “talvez seja a missão mais importante de nossa geração”, afirmou o oficial em um comunicado aos militares brasileiros, no dia 24 de março. “Uma de nossas responsabilidades com a nação nesse momento de crise é que nossa tropa deve manter a capacidade operacional para enfrentar o desafio e fazer a diferença.”

No Brasil, as ações dos militares estão sendo coordenadas por um centro de operações conjuntas em Brasília e distribuídas a 10 comandos conjuntos regionais espalhados por todo o país. As medidas contam atualmente com cerca de 20.000 militares do EB, da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira (FAB), conforme afirmou o General de Exército Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa do Brasil, no dia 1º de abril.

Entre as principais frentes implementadas até o momento está a da preparação de espaços para a realização de triagem de casos suspeitos e de atendimento de pacientes confirmados com a COVID-19. Na cidade de Boa Vista, capital de Roraima, foi montado um hospital de campanha com 1.200 leitos para atender brasileiros e, principalmente, refugiados venezuelanos que já se encontram no Brasil. O estado de Roraima acolhe cerca de 5.000 imigrantes saídos da Venezuela.

No sul e sudeste do país, o EB colaborou com a montagem de barracas para a triagem de cidadãos com sintomas gripais em pelo menos 12 cidades. Essas instalações estão sendo levantadas em áreas externas de hospitais para evitar a concentração de pessoas dentro das unidades de saúde.

Com a escassez de álcool para a higienização das mãos, o governo brasileiro determinou também que laboratórios das Forças Armadas fossem usados para fabricar o produto. A unidade farmacêutica do EB está com a meta de produzir 180.000 bisnagas de 85 mililitros de álcool em gel nas próximas semanas. O laboratório da FAB deverá oferecer 8.000 litros desse produto até o próximo mês. O álcool em gel será distribuído, inicialmente, às organizações militares e de saúde das Forças Armadas.

Os laboratórios militares estão participando ainda da produção de cloroquina. A substância está sendo estudada em diversos países como um dos medicamentos possíveis no tratamento da COVID-19. Segundo o Ministério da Defesa brasileiro, estima-se que a produção das unidades militares chegue a 500.000 comprimidos de cloroquina por semana.

O Brasil continua sendo a nação com maior número de casos de pacientes ifectados com coronavírus e de mortes provocadas pela COVID-19 em toda a América Latina.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada por Andréa Barretto / Diálogo. Edição, Área Jornalística OIPOL.

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