Colômbia apreende uma tonelada de cocaína

  • A comandante Capitão-Tenente Yerliza Rodríguez coordenou a interdição

Em seu primeiro dia como comandante do navio Patrulheiro Costeiro ARC José María Palas (PM-103), da Força Naval do Pacífico da Marinha Nacional da Colômbia, a Capitão-Tenente Yerliza Rodríguez coordenou uma interdição marítima, no dia 1º de fevereiro de 2020.

Depois de receber informação de inteligência, a CT Rodríguez iniciou uma operação na foz do Rio Naya, no estado de Valle del Cauca, que culminou com a interceptação de um navio, a apreensão de uma tonelada de cloridrato de cocaína e de 500 galões de combustível e a captura de três membros do Grupo Armado Residual E30, formado por ex-integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

“Eu faço parte da solução; estou do lado do pensamento positivo. Creio firmemente que só com uma atuação correta alcançamos os objetivos”, disse a CT Rodríguez, primeira mulher da Marinha da Colômbia designada como comandante de uma lancha patrulheira no Pacífico. Essa missão evitou que US$ 33 milhões chegassem à estrutura criminosa, a Marinha garantiu à imprensa.

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A CT Rodríguez estava destacada na Antártida como apoio logístico para o desenvolvimento de projetos de pesquisas, a bordo do navio ARC 20 de julio, entre 2018 e 2019. (Foto: Marinha Nacional da Colômbia)

Cinco dias depois, a CT Rodríguez e os 22 tripulantes a bordo do PM-103 apreenderam 200 quilos de maconha no Pacífico. “A luta é frenética”, acrescentou. “Nunca paramos; as operações contra o narcotráfico são constantes.”

Em 2008, Yerliza Rodríguez, com apenas 15 anos, entrou para a Escola Naval de Cadetes Almirante Padilla. Foi um esforço muito grande por parte de sua família, oriunda de Quibdó, estado de Chocó, uma região conhecida por suas condições precárias de vida, extrema insegurança e grupos criminosos que afligem a comunidade.

“Em 2011, eu me formei como Profissional em Ciências Navais e passei a fazer parte dos 35.000 militares que formam a Marinha da Colômbia”, contou a CT Rodríguez. “Agora faço parte das forças que combatem os males da minha região.” Depois de 13 anos de serviço, garante que essa foi sua melhor decisão.

Ela conta que o gênero não intervém na sua formação. “Não me tratam melhor ou pior por ser mulher”, afirma a CT Rodríguez. “Somos treinadas e exigidas a fundo; esperam de nós o mesmo que dos homens. Na inclusão de gênero, as forças militares avançam muito.”

A Marinha conta com 1.078 mulheres. “Isso é fruto dos progressos que fizemos para vincular as mulheres de linha”, explicou o Contra-Almirante da Marinha da Colômbia John Fabio Giraldo, comandante da Força Naval do Pacífico. “Realizamos um processo interno com vista a abrir espaços para elas nos cargos de comando de operações especiais, com muito bons resultados.”

Por ter se destacado em cada etapa de sua carreira, a CT Rodríguez está preparada para participar de missões de importância. Entre 2018 e 2019, ela foi destacada na quinta expedição científica da Colômbia à Antártida, encarregada de apoio logístico para o desenvolvimento de projetos de pesquisas a bordo do navio ARC 20 de julio (PZE-46).

A CT Rodríguez faz parte de um processo de abertura que começou em 1984, quando as primeiras mulheres entraram na Marinha. “Cada missão da qual participo me ajuda a formar uma visão mais ampla da responsabilidade que eu assumi com meu país”, garantiu.

Com a inclusão cada vez mais ativa, a Marinha da Colômbia avança na consolidação para alcançar uma força integral, com mulheres que terão um protagonismo determinante nas forças armadas do futuro. “Trata-se de um trabalho em equipe, porque nada me adiantaria ter toda a energia e disposição se a minha tripulação não fosse coesa”, finalizou a CT Rodríguez.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada por Yolima Dussán / Diálogo. Edição, Área Jornalística Oipol.

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