Militares, especialistas em defesa biológica entram na guerra contra o Covid-19

No Brasil, militares especializados em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) estão sendo empregados em centenas de ações da operação COVID-19, posta em prática pelo Ministério da Defesa contra a disseminação do coronavírus em todo o país.

“O pessoal especializado realiza, principalmente, a desinfecção em locais de grande circulação de pessoas ou onde haja confirmação de indivíduos infectados”, contou o Capitão de Mar e Guerra do Corpo de Fuzileiros Navais Márcio da Mota Xerém, chefe de Estado-Maior do grupamento operativo de DQBRN da Marinha do Brasil (MB). Estações de transporte público de grandes cidades, embarcações da região amazônica, hospitais e praças são alguns dos ambientes de atuação desses militares.

Sistema especializado

As três Forças Armadas possuem estruturas focadas em DQBRN. São quatro estruturas com essa especialidade na MB, quatro no Exército Brasileiro (EB) e duas na Força Aérea Brasileira (FAB). “Só na MB, são aproximadamente 1.200 militares capacitados nessa área de defesa. Todas as organizações militares e navios possuem pelo menos um militar com essa capacitação”, informou o oficial.

Na operação COVID-19, além das atividades de descontaminação, o pessoal da MB vem realizando estágios de curta duração para militares, policiais e civis, para disseminar os conhecimentos e capacidades sobre defesa biológica – incluindo isolamento da área contaminada, descontaminação e uso de equipamentos de proteção – e aumentar o efetivo habilitado a cumprir emergencialmente as missões nessa área.

Já o EB, além da desinfecção de locais públicos e das próprias organizações militares, está empenhado em ampliar as possibilidades de meios aplicáveis na limpeza de ambientes.

Na FAB, militares do Instituto de Medicina Aeroespacial têm integrado as tripulações das aeronaves usadas na repatriação de brasileiros que estão no exterior. O objetivo é cuidar, durante o voo, de todas as medidas que evitem uma possível contaminação dentro do grupo transportado e também uma possível contaminação da tripulação. Em terra, quem cuida da limpeza e desinfecção dos aviões da FAB são equipes do EB.

Devido à grande extensão do Brasil, os aviões da FAB estão sendo utilizados também para o deslocamento rápido das equipes de DQBRN da MB e do EB.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada por Andréa Barreto / Diálogo. Edição, Área Jornalística Oipol.

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