Continuam as históricas provocações de Irão

A apreensão de um navio-tanque com bandeira de Hong Kong e o assédio às forças militares americanas por parte do regime iraniano, em abril, representam os eventos mais recentes que refletem o padrão de violência do Irã.

Ao longo do último ano, o regime ou seus agentes derrubaram um drone dos EUA, atacaram campos de petróleo na Arábia Saudita e bombardearam as forças da coalizão que combatem o Estado Islâmico (EI), matando integrantes dos efetivos militares americano e britânico.

O presidente Trump, em 22 de abril, alertou os líderes do Irã contra novas agressões. “Instruí a Marinha dos Estados Unidos a abater e destruir toda e qualquer canhoneira iraniana se intimidarem nossos navios no mar”, disse ele em um tuíte.

Os Estados Unidos estão usando sanções econômicas para obrigar o regime a interromper a agressão e sua busca por armas nucleares. “Apenas queremos que o Irã se comporte como uma nação normal”, disse o secretário de Estado dos EUA, Michael R. Pompeo, no início deste ano.

Intimidação a navios

O grupo que os EUA designaram como terrorista, Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), rotineiramente ataca e intimida navios que estão próximos do Estreito de Ormuz, que é onde passa, todos os dias, um terço de todo o petróleo bruto comercializado por mar.

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Embarcação da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica navega em torno do navio Stena Impero, com bandeira britânica, em 21 de julho de 2019, depois de apreender o navio (© Morteza Akhoondi/Agência de Notícias Tasnim/AP Images)

Somente em maio e junho de 2019, a Marinha da IRGC atacou seis navios-tanque com minas magnéticas perto do Estreito de Ormuz. Em julho, a Marinha da IRGC apreendeu o navio Stena Impero, de bandeira britânica, e manteve a tripulação refém por semanas.

Ameaça à soberania

Os agentes do regime atacaram reiteradamente as forças da coalizão que libertaram território no Iraque e na Síria do domínio do EI. O ataque realizado pela milícia com o uso de foguetes e apoiado pelo Irã em 27 de dezembro de 2019 matou um empreiteiro civil dos EUA e feriu soldados dos EUA e efetivo iraquiano.

As forças militares dos EUA responderam pouco depois com ataques aéreos defensivos contra militantes apoiados pelo Irã no Iraque e na Síria. Na época, Pompeo alertou que os EUA “não vão tolerar que a República Islâmica do Irã tome medidas que coloquem homens e mulheres americanos em perigo”.

Uma milícia apoiada pela IRGC é suspeita de ter realizado um ataque de foguete que matou dois soldados dos EUA e um soldado britânico em 11 de março.

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A damaged refining tower is  at Saudi Aramco’s crude oil processing plant in Abqaiq, Saudi Arabia, after a September 20, 2019, attack. (© Amr Nabil/AP Images)

O regime do Irã tinha como alvo as instalações de petróleo em território saudita, usando drones e mísseis para danificar instalações de processamento em Abqaiq e Khurais em setembro de 2019. Embora os líderes do Irã tenham negado qualquer responsabilidade, o Reino Unido, a França e a Alemanha se uniram aos Estados Unidos para condenar o regime do Irã pelo ataque.

E em junho de 2019, a IRGC abateu um drone americano em espaço aéreo internacional. Na época, Trump advertiu que o ataque não provocado era “um grande erro!”

Violação de acordos

O regime do Irã também viola repetidamente acordos anteriores que visam limitar seus programas de mísseis nucleares e balísticos. Em julho de 2019, o regime do Irã desrespeitou o limite de 300 quilos de urânio que consta do acordo nuclear de 2015 e começou a enriquecer urânio em quantidade que vai além de qualquer necessidade para uso pacífico, rompendo as promessas do passado.

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Foguete iraniano carregando um satélite é lançado em 22 de abril de um local não revelado que se acredita estar localizado na província de Semnan, no Irã (© Sepahnews/AP Images)

A IRGC lançou um satélite em 22 de abril, revelando um programa espacial militar secreto* que poderia promover seu desenvolvimento de mísseis. Pompeo disse que o lançamento de mísseis viola a Resolução 2231 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“Acredito que todas as nações têm a obrigação de ir às Nações Unidas e avaliar se esse lançamento de mísseis estava em conformidade com a resolução do Conselho de Segurança”, disse Pompeo a repórteres em 23 de abril. “Não creio que esteja, nem remotamente.”

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