Colômbia confisca em cinco meses 43 toneladas de drogas no Caribe

A Marinha da Colômbia confiscou 43 toneladas de entorpecentes de janeiro até o final de maio no Caribe, em operações de vigilância das lanchas rápidas e em contêineres prontos para zarpar. Esse foi um marco histórico para a Força Naval do Caribe, que aumentou o resultado operacional em 113 por cento em comparação com 2019, segundo um comunicado da Marinha.

“Essa é uma luta constante, onde contamos com a colaboração permanente dos Estados Unidos, nosso aliado mais importante contra o narcotráfico, além de ser o país com mais recursos de superfície e aéreos no teatro operacional”, disse à Diálogo o Vice-Almirante da Marinha da Colômbia Andrés Vásquez Villegas, comandante da Força Naval do Caribe. “Por isso, o país é o que tem mais áreas designadas na luta frontal contra o narcotráfico.”

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Os pacotes de cloridrato de cocaína confiscados pelas unidades da Força Naval do Caribe são exibidos e contabilizados para sua posterior destruição. (Foto: Imprensa da Força Naval do Caribe)

A Marinha denunciou a presença de um pó rosado em alguns dos carregamentos confiscados, uma droga sintética alucinógena com efeitos mortais nos consumidores.

Os narcóticos apreendidos nas 82 operações têm um valor aproximado de US$ 2 bilhões, o que representa um duro golpe contra a estrutura financeira do Clã do Golfo, Los Pelusos e Los Pachenca, organizações cuja principal fonte de financiamento é o narcotráfico. Os três grupos criminosos acionam toda a cadeia do narcotráfico nos estados da costa do Caribe colombiano, afirmou a Marinha.

Esses grupos aumentaram suas atividades com contêineres que partem dos portos de Cartagena, Urabá, Barranquilla e Santa Marta. Essa modalidade, explicou o V Alte Vásquez, tem um “ápice impressionante, porque a quantidade de drogas que podem ser colocadas nos contêineres não tem limite, e a dificuldade para se identificar um contêiner contaminado é muito grande”.

“Esses resultados são possíveis graças às informações de inteligência que nos permitem primeiramente encontrar os esconderijos e realizar apreensões no mar; em segundo lugar, deter o narcotráfico usando contêineres, uma modalidade que vem crescendo muito”, acrescentou o V Alte Vásquez.

As consequências da COVID-19, de acordo com a Força Naval do Caribe, não são obstáculos para que os grupos ilegais reduzam sua intenção de transportar drogas. “Não baixamos a guarda. A criatividade da criminalidade é muito grande, mas nosso compromisso é maior”, declarou o V Alte Vásquez. “As novas ferramentas para a luta contra o narcotráfico alavancam as operações combinadas com os países, ao reduzir as distâncias de comunicação.”

É procedente assinalar que a informação foi facilitada por Yolima Dussán/Diálogo (Comando Sul EUA). Edição, Área jornalística Oipol.

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