Ação sistemática da Colômbia para capturar assassinos de líderes comunitários

“As Forças de Segurança da Colômbia continuarão a trabalhar para capturar os indivíduos mais procurados pelos homicídios de líderes comunitários e ex-integrantes das FARC [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia], com a colaboração da população”, disse à Diálogo o ministro da Defesa da Colômbia Carlos Holmes Trujillo García. “Nosso compromisso é enfrentar com maior contundência essas estruturas criminosas.”

No dia 2 de junho, o governo da Colômbia divulgou os nomes e os codinomes dos responsáveis por atentar contra os dirigentes cívicos e pessoas em processo de reincorporação. O Ministério da Defesa oferece recompensas que vão de US$ 140.000 até quase US$ 1,125 milhão por informações sobre esses criminosos.

O ministro Trujillo convidou “toda a sociedade a apoiar os trabalhos da Força Pública, dando informações primordiais que ajudem a capturar os 14 principais líderes que estão por trás desses homicídios (…), com o objetivo de enfraquecer as estruturas de comando e controle, financeiras e logísticas desses grupos”.

A lista é encabeçada por Nicolás Rodríguez Bautista, conhecido como Gabino, líder máximo do Exército de Libertação Nacional (ELN), por quem é oferecida uma recompensa de quase US$ 1,25 milhão. “O ELN é a organização criminosa responsável pelo maior número de assassinatos de líderes comunitários no país”, informou a Radio Caracol da Colômbia.

A Colômbia oferece aproximadamente US$ 842.000 por Dairo Antonio Úsuga David, vulgo Otoniel, chefe do Clã do Golfo, que é o narcotraficante mais procurado do país. O governo dos EUA o acusa de tráfico de drogas e terrorismo e oferece até US$ 5 milhões por sua captura.

Quanto ao líder da estrutura criminosa Los Caparros, Emiliano Alcides Osorio Maceas, vulgo Caín ou Pilatos, o Ministério da Defesa oferece uma recompensa de US$ 140.000. Los Caparros é um dos principais grupos do narcotráfico e da mineração ilegal, informou o jornal colombiano El Tiempo.

A Organização das Nações Unidas (ONU) informa em seu relatório 2019, o ano mais violento para os ex-combatentes das FARC na Colômbia, que pelo menos 303 líderes comunitários e defensores dos direitos humanos e 173 ex-guerrilheiros das FARC foram assassinados desde a assinatura do acordo de paz na Colômbia, em 2016.

O Ministério da Defesa fez um balanço do avanço da captura dos envolvidos nos assassinatos dos líderes comunitários. Entre os 31 criminosos incluídos na lista (publicada em janeiro de 2019), 14 foram capturados e dois neutralizados, informou.

Esse rigor das autoridades representa um grande golpe contra o Clã do Golfo, Los Caparros, Los Pelusos e o Grupo Armado Organizado Residual Estrutura 40, além da desarticulação de grupos criminosos como Los Monos e Los Ronda.

“Muitas dessas capturas foram possíveis devido à cooperação da população e ao compromisso das Forças Militares, Polícia, Promotoria e Força Pública”, disse Trujillo. “Dar visibilidade a esses criminosos é um mecanismo muito eficaz para capturar e neutralizar as organizações criminosas, onde quer que elas estejam.”

É procedente assinalar que a informação foi facilitada por Julieta Pelcastre/Diálogo. Edição, Área Jornalística Oipol.

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