Operação contra narcotráfico de Equador com apoio da Colômbia e dos EUA

Julieta Pelcastre/Diálogo – O trabalho da Marinha do Equador (AE, em espanhol) e da Polícia Nacional (PNE) para combater o narcotráfico e os crimes correlatos é contundente. Isso está evidenciado nas apreensões de quase 3 toneladas de cocaína entre os dias 23 e 27 de junho, com a colaboração da Colômbia e dos Estados Unidos.

“É certo que o aparato tecnológico existente e enviado pelos Estados Unidos, em parceria com nosso país vizinho e irmão, a Colômbia, permitiu a criação de uma rede tecnológica [para] detectar o posicionamento dos grupos que muito provavelmente estão prontos para praticar atividades ilícitas”, disse o Contra-Almirante Lenin Sánchez, diretor nacional de Espaços Aquáticos da Força Naval do Equador. “O deslocamento de nossas unidades é feito agora com pleno conhecimento de onde devem ir, porque encontrarão resultados positivos […].”

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A Marinha do Equador, em coordenação com a Marinha da Colômbia e as Forças Armadas dos Estados Unidos, interceptou uma embarcação que transportava 1 tonelada de cocaína na província de Esmeraldas, no dia 23 de junho. (Foto: Ministério da Defesa do Equador)

A cooperação entre as polícias do Equador e da Colômbia permitiu a captura de três pessoas e a descoberta de 1 tonelada de cocaína em Guayllabamba, no dia 27 de junho, de acordo com um Twitter da PNE. A droga seria transportada por via marítima com destino à América Central e, posteriormente, aos EUA.

O relatório Equador: A rota da cocaína para os EUA e a Europa, da InSight Crime, uma organização de investigação e jornalismo sem fins lucrativos, especializada no crime organizado na América Latina e no Caribe, informa que mais de um terço da produção de cocaína na Colômbia entra no Equador por duas vias: a rota do Pacífico e a rota amazônica. “Existe um submundo complexo e fluente” de rotas operadas por um misto de redes criminosas equatorianas, colombianas, mexicanas e europeias, que fazem acordos baseados na quantidade de drogas colocadas em pontos de saída ou entrega, diz o relatório.

O Ministério do Interior do Equador disse que no dia 24 de junho a Polícia Nacional localizou uma pista aérea clandestina em Jama, onde foram encontrados mais de 273 quilos de cocaína e três pessoas foram detidas. Nesse mesmo dia 24 de junho, o jornal equatoriano El Universo divulgou que as autoridades destruíram outras duas pistas ilegais de pouso em Santa Elena, na costa do Pacífico, ao oeste de Guayaquil. El Universo acrescentou que a Polícia Antinarcóticos encontrou também uma lancha à deriva com 706 kg de cocaína, perto de Salinas.

Em outra operação, através do intercâmbio de informação com as marinhas da Colômbia e dos EUA, a AE informou por Twitter, no dia 23 de junho, que três pessoas haviam sido detidas em Miusne, província de Esmeraldas. Os presos transportavam 1 tonelada de cocaína destinada à América Central e aos EUA, finalizou El Universo.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada por Julieta Pelcastre/Diálogo. Edição, Área Jornalística Oipol.

 

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