Colômbia captura seis integrantes do Clã do Golfo

No final de julho, a Marinha da Colômbia capturou seis integrantes do grupo armado organizado (GAO) Clã do Golfo, também conhecido como Autodefesas Gaitanistas da Colômbia, na localidade de Bajó Baudó, estado de Chocó. Em um comunicado, a Marinha informou que os indivíduos se mobilizavam em duas embarcações no rio Baudó, quando foram surpreendidos por unidades do 22° Batalhão de Fuzileiros Navais da Força Naval do Pacífico.

Entre os detidos está o indivíduo conhecido como Cholito, que controlava as finanças e as redes de micro tráfico na região, bem como extorsões contra os comerciantes. Também capturaram vulgo Filulais, que durante 13 anos fez parte das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e estava registrado como desmobilizado. Vulgo Filulais é o homem de confiança do indivíduo conhecido como Zarco, principal líder desse GAO na região.

Os demais capturados se encarregavam de fornecer víveres e armamento às organizações que estão em confronto com o Exército de Libertação Nacional na região do Médio e do Alto Baudó, explicou a Marinha.

Entre os dias 1º de janeiro e 31 de julho de 2020, no Pacífico colombiano, segundo dados fornecidos pela Marinha à Diálogo, a instituição naval realizou várias operações contra o Clã do Golfo e apreendeu mais de 1.336 quilos de cloridrato de cocaína, 1.113 kg de maconha, 341 litros de combustíveis, 13 kg de explosivos e destruiu 29 infraestruturas ilegais, entre outros resultados.

“Chocó continua sendo uma região extremamente atraente para esses criminosos, especialmente devido à sua localização geográfica e ao potencial de terras para cultivar, produzir e processar [drogas] e às condições propícias para que possam ser levadas para a América Central, de onde os narcóticos serão exportados e levados para outros lugares”, explicou o Capitão de Fragata (FN) do Corpo de Fuzileiros Navais da Colômbia Giovanni Carrillo David, comandante do 22° Batalhão de Fuzileiros Navais.

“O Clã do Golfo pratica extorsão, cobra propinas, transporta drogas, traz ex-combatentes ou pessoas que tenham estado em outras regiões do país e tenta estabelecer domínio na região”, acrescentou o oficial.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada por Myriam Ortega/Diálogo. Edição, Área Jornalística Oipol.

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