Brasil lançou operação eleições de segurança

  • Tropas Federais estarão pelo menos em 11 estados neste domingo
  • Agentes reforçarão segurança nas eleições em mais de 500 localidades

A Foto Agência Brasil --Rio de Janeiro – Até agora, 510 localidades brasileiras terão a segurança reforçada no domingo (7) por forças federais durante o primeiro turno das eleições. Segundo último balanço do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgado na noite dessa terça-feira (2), os agentes atuarão, no total, em 11 estados. A maioria das zonas eleitorais que vão ter apoio está no Rio de Janeiro (106), seguido do Pará (46) e Piauí (43).

Os ministros do TSE já haviam aprovado o apoio para localidades de outros oito estados: Amazonas, Acre, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Tocantins. Entre as localidades estão aldeias indígenas, distritos, comunidades ribeirinhas.

A atuação das forças federais nas eleições está prevista na Lei 4.737/1965 (Código Eleitoral) e tem como objetivo garantir a normalidade do pleito, o livre exercício do voto e o bom andamento da apuração dos resultados. Depois de aprovados pelo TSE, os pedidos são encaminhados ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelo planejamento e execução de ações das Forças Armadas.

Veja aqui a tabela com as localidades que já tiveram a atuação das tropas aprovada pela Justiça Eleitoral.

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Equipamento Militar e policial OIPOL

Nicolás Maduro culpa Chile, Colômbia e México de ataque com drone

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Foto do presidente comunista, Nicolás Maduro.

Caracas – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os governos de direita do Chile, Colômbia e México de ajudarem “terroristas” que tentaram matá-lo durante um ataque com drone no início de agosto.

Os três países com governos de direita refutaram as acusações do líder socialista venezuelano de estarem envolvidos no ataque, que usou aeronaves de controle remoto com explosivos durante um desfile militar, na crise mais recente entre a diplomaticamente isolada Caracas e o restante da América Latina.

Maduro mostrou um vídeo de um jovem venezuelano, identificado como Henryberth Rivas, que disse em uma transmissão de televisão exibida na noite de segunda-feira que participou do ataque com drone contra o presidente.

No vídeo, Rivas disse que depois da ação foi instruído por um colega conspirador a buscar refúgio na embaixada chilena em Caracas, de onde lhe disseram que ele seria levado em segredo à embaixada mexicana, depois para a embaixada colombiana e finalmente para a Colômbia através da fronteira.

Mas a embaixada chilena estava fechada e o plano fracassou, disse Rivas.

“Hoje posso dizer que temos elementos convincentes da participação de diplomatas chilenos, colombianos e mexicanos na proteção destas pessoas que cometeram um ato terrorista”, disse Maduro, que também exibiu um vídeo da suposta prisão de Rivas.

A Reuters não conseguiu corroborar os acontecimentos descritos no vídeo.

Maduro não forneceu provas do suposto papel das embaixadas. O Ministério da Informação não respondeu de imediato a um pedido de maiores informações.

Críticos do governo dizem que Maduro faz acusações infundadas contra nações estrangeiras ideologicamente contrárias com frequência para tentar culpar outros pela hiperinflação que corrói os salários, a grande escassez de alimentos e o crime desenfreado.

No final de semana o ministro da Informação, Jorge Rodríguez, disse que Caracas concluiu que Chile, Colômbia e México se envolveram no ataque.

Os três países negaram as acusações.

“O Chile rejeita as acusações caluniosas do governo venezuelano, que não tem credibilidade para distrair suficientemente da situação humanitária muito séria do país”, disse o ministro de Relações Exteriores chileno, Roberto Ampuero, aos repórteres na segunda-feira.

A chancelaria mexicana disse que solicitou a presença da embaixadora da Venezuela no México, Maria Lourdes Urbaneja, para lhe entregar uma carta rejeitando o que classificou como “acusações infundadas”.

É Procedente assinalar que a informação foi fornecida pela Reuters. Por Alexandra Ulmer, em Caracas; Reportagem adicional de Antonio de la Jara, em Santiago, e Anthony Esposito, na Cidade do México. Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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OIPOL Elite, Miami 2019

 

Brasil discute na Colômbia segurança nas fronteiras

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Raul Jungmann

Rio de Janeiro – O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, viajou  o dia 20 agosto para a Colômbia onde discutirá estratégias de ampliação da segurança nas fronteiras e conhecerá projetos que contribuiram para a redução da violência e tráfico de drogas nas áreas urbanas de Medellín e Bogotá.

Jungmann espera que o modelo de segurança cidadã aplicado nas duas cidades sirva para inspirar ações do governo brasileiro no enfrentamento dos desafios da segurança pública do país. A agenda se estendeu até o dia 23 (quinta-feira) e incluiu reuniões com o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Trujillo; com o ex-presidente colombiano Cesar Gaviria – conhecido por ser o presidente que conseguiu acabar com a organização criminosa de Pablo Escobar -, com o prefeito de Medellín, Federico Andrés, e com o secretário de Segurança, André Felipe Tobón.

O ministro também conheceu experiências como a de organizações sociais nas Comunas 1 e 2 de Medellín, que registraram as maiores taxas de homicídio da cidade e projetos de pacificação no bairro Moravia. O local chegou a abrigar um lixão municipal e, a partir de 2004, começou a sua transformação mediante um projeto social e urbano integrado.

Jungmann apresentou, no Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes (UNODC), em Bogotá, as preocupações do governo brasileiro com relação ao aumento do cultivo de drogas na Colômbia, em especial em regiões próximas da fronteira com o Brasil.

É procedente dizer que a informação foi facilitada pela Agência Brasil (EBC). Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Alta instancia do judiciário autoriza entrada de venezuelanos no Brasil

É derrubada a decisão que proibia entrada de imigrantes procedente da Venezuela

A Foto A----Brasília – O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubou na manhã desta terça-feira decisão judicial anterior que proibia a entrada de imigrantes venezuelanos no Brasil, informou a Advocacia-Geral da União (AGU), autora do recurso acatado.

O vice-presidente do TRF-1, desembargador Kassio Marques, suspendeu parte da liminar concedida no fim de semana pelo juiz Helder Barreto, da 1ª Vara Federal de Roraima, que havia determinado o fechamento da fronteira para a entrada de venezuelanos.

Na decisão, o desembargador reconhece “grave violação às ordens pública e jurídica” apontada pela AGU. Para ele, suspender a entrada de imigrantes contraria o objetivo principal da ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Defensoria Pública da União (DPU), que resultou na concessão da liminar.

Para o magistrado, MPF e DPU buscavam ampliar o acesso dos imigrantes venezuelanos aos serviços púbicos, “o que, por óbvio, não é compatível com a ideia de lhes impedir até mesmo o ingresso no território nacional”, afirmou.

“Para além de se apresentar fora do pedido, esse ponto da decisão encerra verdadeira contradição lógica e, só por essa razão, autorizaria a sua cassação”, afirmou o desembargador, ao suspender os efeitos da liminar quanto à “suspensão da admissão e do ingresso, no Brasil, de imigrantes venezuelanos”.

O desembargador determinou ainda que sejam notificados da suspensão da liminar o juízo da 1ª Vara Federal de Roraima, o MPF, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.

A AGU havia alegado no recurso que o fechamento da fronteira poderia agravar ainda mais o fluxo migratório, uma vez que a “mera proibição formal” não impedirá o ingresso de refugiados já que a fronteira entre Brasil e Venezuela é seca e extensa.

O juiz Helder Barreto, da 1ª Vara Federal de Roraima, tinha determinado no domingo a suspensão da entrada de venezuelanos no país até que o Estado de Roraima possa criar condições “humanitárias” para receber o fluxo desordenado de imigrantes.

Separadamente, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou na noite de segunda-feira um pedido do governo de Roraima para fechar temporariamente a fronteira com a Venezuela e limitar a entrada de refugiados venezuelanos no país, alegando que tais medidas contrariariam a Constituição e tratados ratificados pelo Brasil.

Apesar de Rosa Weber ter determinado que o Juízo da 1ª Vara Federal de Roraima fosse informado com urgência de seu despacho, a decisão da ministra não tinha poderes para derrubar a decisão da Justiça Federal de Roraima, pois se refere a uma outra tipo de ação.

Ao longo dos três últimos anos, dezenas de milhares de venezuelanos que fogem da crise econômica e política em seu país chegaram a Roraima, sobrecarregando os serviços sociais e causando uma crise humanitária, com famílias dormindo nas ruas em meio à crescente criminalidade e prostituição.

Seguindo recomendações da agência de refugiados da Organização das Nações Unidas, a Força Aérea Brasileira (FAB) começou a transportar imigrantes venezuelanos de Roraima para reassentamento em outras partes do Brasil.

Até agora, cerca de 820 venezuelanos foram retirados de Boa Vista pela FAB. Mas autoridades de Roraima dizem que mais de 500 venezuelanos entram no Brasil por dia em média e muitos ficam no Estado por não terem condições financeiras de seguir adiante.

É procedente dizer que a informação foi facilitada por Reuters. Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Ideia de legalização do aborto na Argentina perde força

A Foto A --Buenos Aires – Perspectivas para a aprovação de um projeto de lei que legalizaria o aborto na Argentina diminuíram durante o final de semana, quando uma senadora de oposição disse ter mudado de opinião e que votará contra a medida quando o assunto for levado ao plenário na quarta-feira.

A proposta, que ampliaria os direitos ao aborto permitido segundo a lei atual somente em casos de estupro ou quando a saúde da mãe está em risco, foi aprovada na Câmara dos Deputados no mês passado com 129 votos contra 125.

Desde então, ativistas religiosos, especialmente em partes rurais da Argentina, têm pressionado contra a medida, que é apoiada por feministas e grupos de direitos humanos estimulados nos últimos anos por esforços para acabar com a violência contra as mulheres.

A lei tornaria a Argentina o terceiro país da América Latina a legalizar amplamente o aborto, depois do Uruguai e de Cuba.

A mudança de opinião da senadora Silvina García Larraburu leva a 37 a estimativa de votos contrários, representando a maioria no Senado de 72 membros da Argentina.

Aliada da ex-presidente Cristina Kirchner, García Larraburu acusou o presidente Mauricio Macri de usar o debate sobre o aborto como uma distração para a economia instável do país, uma acusação que o governo Macri nega.

Kirchner pode concorrer à presidência no próximo ano, quando acredita-se que Macri irá tentar a reeleição.

García Larraburu disse a mídia local que sua mudança de opinião “também tem a ver com minhas convicções mais intimas”.

O projeto de lei, que permitira o aborto até as primeiras 14 semanas de gravidez, pode ser alterado pelo Senado e enviado de volta à Câmara dos Deputados.

É procedente dizer que a informação foi fornecida pela Reuters. Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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O presidente argentino convoca lutar contra la corrupção

Justiça tem que demonstrar que “não há impunidade” no país

A Foto do Diario de Buenos Aires
Presidente da Argentina, Mauricio Macri

Rio de Janeiro – O presidente da Argentina, Mauricio Macri, disse o dia 3 de agosto que é necessário que a Justiça demonstre que “não há impunidade” no país e revele, se for pertinente, o caso de corrupção no qual se investiga se empresários e ex-funcionários e ex-agentes públicos formaram uma rede de propina durante os governos de Cristina e Néstor Kirchner.

“Nos últimos dias, vimos notícias que, se forem confirmadas, se a Justiça as confirmar, são muito negativas em termos de consolidar confiança”, declarou o presidente, durante um ato realizado na cidade de Bernal, na província de Buenos Aires, no qual anunciou créditos para aposentados e beneficiados de programas sociais.

Macri se referiu diretamente a um suposto esquema de corrupção que envolveria a ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015), que atualmente é senadora, e seu falecido marido, o também ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007).

O escândalo foi investigado pelo jornal “La Nación” com base nas anotações detalhadas em cadernos feitas pelo motorista de um dos ex-funcionários envolvidos e que desembocou esta semana em uma ação judicial comandada pelo juiz Claudio Bonadio.

“O que vocês ouviram sobre esses cadernos e todas essas coisas torna difícil acreditar que podemos todos juntos construir uma Argentina diferente, em que todos estão dentro da lei, fazendo as coisas da mesma maneira. É difícil”, assinalou Macri.

O presidente também considerou que, se não se tivesse ocorrido uma mudança de governo em dezembro de 2015, o caso “não teria vindo à tona” porque, nem os jornalistas, nem Bonadio, teriam “liberdade” para investigar.

“Por isso, precisamos hoje, mais do que nunca, que a Justiça nos diga se isto é verdade e nos mostre que não há impunidade. Porque precisamos acreditar, precisamos confiar em nós mesmos, que vamos mudar essa situação”, afirmou Macri.

Nesse sentido, o presidente insistiu que a “enorme maioria” dos argentinos quer progredir através de seu trabalho sem que nada lhe seja “presenteado”, mas ainda existe uma minoria que pensa de outra forma.”A mudança significa é que não queremos uma sociedade onde alguns acreditam ser os donos da verdade e muito menos os donos do poder (…). Não queremos mais comportamentos arrogantes, prepotentes, mafiosos: queremos que realmente todos nos comportemos dentro da lei.”

Macri defendeu a necessidade de avanço do projeto da denominada lei de extinção de domínio dos bens provenientes do crime, que foi aprovada pela Câmera dos Deputados em junho de 2016 e, desde então, está pendente de apreciação no Senado. “O que está acontecendo é doloroso”, afirmou Macri, antes de indicar que essa lei permitiria aos cidadãos recuperar “o dinheiro” que lhes foi “roubado.”

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Agência Brasil (EBC). Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Violência e insegurança pública agudizam a péssima qualidade de vida no Brasil

O desafio para governantes eleitos em outubro

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Integração do Poder público, das forças de segurança e da comunidade dão tranquilidade a Jaraguá do Sul – Antonio Cruz/ Agência Brasil

Rio de Janeiro – Um dos principais desafios dos governantes a serem eleitos em outubro deste ano será melhorar a qualidade de vida da população brasileira. Temas como saúde, educação, emprego e segurança estão presentes em pesquisas sobre as preocupações dos brasileiros e os setores que precisam avançar no país.

Atlas da Violência, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, tem colocado Jaraguá do Sul (SC), como um dos municípios mais seguros do país. Os dados divulgados neste ano revelam que, em 2016, a cidade teve 5,1 homicídios por grupo de 100 mil habitantes.

Na outra ponta está Queimados (RJ), município da Baixada Fluminense, que registrou 134,9 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. A taxa brasileira chegou a 30,3 homicídios por grupo de 100 mil habitantes – 30 vezes maior do que a média da Europa.

Desenvolvimento

Cercada de montanhas da cadeia da Serra do Mar, Jaraguá do Sul fica em um vale no norte catarinense, tem 170 mil habitantes e ainda guarda a tranquilidade de uma cidade do interior. Os vizinhos se conhecem, e qualquer pessoa estranha chama a atenção. No verão, alguns até dormem com as janelas abertas. Outros arriscam deixar o carro destrancado em frente de casa. O índice de mortes violentas na cidade é o terceiro menor do país.

A qualidade de vida em Jaraguá do Sul é evidente. A cidade tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) alto – 0,803 em uma escala de 0 a 1. As ruas são limpas e 88% das casas têm esgotamento sanitário adequado. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita chegou a R$ 40.504,39 em 2015, enquanto a média nacional foi de R$ 28.876, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais de 98% das crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos estão na escola.

Cidade industrial com forte presença nos setores metal-mecânico e têxtil, tem alto nível de empregabilidade, principalmente de mão de obra qualificada. Segundo o presidente da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (ACIJS), Anselmo Luiz Jorge Ramos, até a crise econômica, o desemprego era de 2% a 3%, agora gira em torno de 7%. “Mas estamos revertendo esse índice”, afirma. A média nacional de desemprego é de 12,7% da população economicamente ativa.A Foto Agencia Brasil 3

Integração

Além da qualidade de vida, outros fatores são apresentados pelas autoridades e pelos moradores para justificar o título de uma das cidades mais seguras do país, começando por uma integração entre as forças de segurança, o Poder Público e a comunidade. “Aqui temos um bom diálogo entre o Ministério Público, o Poder Judiciário, a Defensoria Pública, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a unidade prisional e a comunidade”, conta o juiz José Aranha Pacheco, da 2ª Vara Criminal de Jaraguá do Sul.

Juiz José Aranha Pacheco, da 2ª Vara Criminal de Jaraguá do Sul.
Ministério Público, Justiça e polícia trabalham juntos, diz juiz José Aranha Pacheco – Antonio Cruz/Agência Brasil

No primeiro semestre de 2018, foram registrados três homicídios na cidade. Os índices de furtos e roubos caíram em relação ao mesmo período de 2017. Naquele ano, de janeiro a junho, foram registrados 530 furtos e 61 roubos. Nos primeiros seis meses de 2018, 402 furtos e 38 roubos. Mas o que assusta a cidade é a violência doméstica, especialmente o estupro de vulneráveis praticado por parentes e amigos. Neste ano, foram registradas 45 denúncias de estupro.

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Para titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, Leandro Mioto, houve aumento das denúncias de estupro em Jaraguá do Sul – Antonio Cruz/Agência Brasil

Para o titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCami), Leandro Mioto Ramos, não houve um crescimento nos casos de estupro na cidade, mas um incremento das denúncias. “Se você vive em uma cidade onde não há atendimento, ninguém denuncia. Para denunciar, a vítima precisa se sentir amparada e segura. Aqui a denúncia é investigada, o infrator é punido e a vítima é acolhida. Então, o que há é um aumento das denúncias, em virtude de um trabalho que encoraja a vítima”, argumenta o delegado.

Proteção

A segurança das vítimas, segundo Mioto, vem não só do trabalho da polícia, mas do Judiciário e da rede de proteção social mantida pelo governo local. Esta rede inclui dois Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), seis Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e equipes multidisciplinares, que acolhem a população em situação de vulnerabilidade social, incluindo mulheres, idosos, adolescentes e crianças vítimas de violência, bem como jovens cumprindo medidas socioeducativas e liberdade assistida.

Há também uma Casa de Passagem, com 18 vagas, para receber adultos em situação de vulnerabilidade. Essas pessoas têm oportunidade de fazer cursos profissionais para reinserção no mercado de trabalho e na família. A cidade tem hoje1.611 famílias beneficiárias do programa Bolsa Família.

Participação

O envolvimento da população com as questões de segurança em Jaraguá do Sul pontua as diferentes análises do que a faz uma cidade tranquila. A população é ativa não só no monitoramento de situações suspeitas e na denúncia de casos de violência, mas principalmente na participação nos conselhos comunitários de segurança. Até agora, foram criados sete conselhos, em diferentes bairros, que debatem e organizam as demandas da comunidade.

Moradora de Jaraguá do Sul há mais de 50 anos, a recepcionista Maria Clarinda Venturelli Gonzaga dos Santos, reconhece que a cidade é segura, mas que mudou bastante nos últimos anos. “A gente fica muito preocupado com os crimes que acontecem nas outras cidades. Aqui a gente fica de olho. Se vemos algo suspeito, um carro suspeito, ligamos para a polícia e denunciamos”, conta.

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“Aqui a gente fica de olho. Se vemos algo suspeito, um carro suspeito, ligamos para a polícia”, diz a recepcionista Maria Clarinda Venturelli Gonzaga dos Santos – Antonio Cruz/Agência Brasil

O gerente de hotel Everton Rodrigo Pacheco nasceu em Florianópolis, mas mora em Jaraguá do Sul há nove anos. Foi para lá em busca de melhores oportunidades de emprego. Não só conseguiu trabalho como conquistou uma vida mais tranquila. E nota a diferença quando deixa a cidade para passear ou trabalhar. “Aqui as pessoas não deixam as coisas acontecerem. Se vêm algo errado, denunciam. Em outros lugares, as pessoas fazem de conta que não estão vendo”, afirma.

Campanhas

Segundo Pacheco, há alguns meses, foi tomar um café na padaria em frente ao hotel, no centro da cidade. Em uma mesa, estava um casal que começou a discutir alto, e o homem ameaçou agredir a mulher. “Em poucos minutos chegou a polícia. O homem estava alterado e perguntou: quem chamou a polícia? O gerente da padaria respondeu: eu chamei a polícia. Aqui é assim”, diz Pacheco, apontando para a padaria onde presenciou o incidente.

Os empresários de Jaraguá do Sul também se mobilizam para ter uma vida mais segura. A Associação Empresarial tem núcleos temáticos para cuidar não só da segurança, mas de outros setores como educação, saúde, emprego, meio ambiente, entre outros. Esses núcleos são responsáveis por campanhas financeiras para bancar serviços essenciais, inclusive compra de armas para a Polícia Militar ou de equipamentos para o hospital.

“Nós sabemos que, para termos um funcionário com boa produtividade, ele tem que viver com dignidade em uma cidade pacífica e ordeira”, afirma Ramos.

É procedente dizer que o artigo de caráter especial e fotos foram facilitadas pela Agência Brasil (EBC), edição Carolina Pimentel. Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Cotidianas revelações de casos corruptos no Brasil

  • Operação da Polícia Federal reprime crimes contra a Previdência no Ceará e Maranhão
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Os dados fraudados serviam de base para a concessão de benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez – Marcello Casal jr/Agência Brasil

Rio de Janeiro – Um esquema criminoso para fraudar benefícios da Previdência Social é alvo de uma operação da Força-Tarefa Previdenciária, formada pela Secretaria de Previdência, Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal. Os mandados judiciais estão sendo cumpridos nas cidades de São Luís e São José do Ribamar, no Maranhão; e em Fortaleza e Caucaia, no Ceará.

As investigações da Operação Hefesto começaram em 2013, a partir de levantamentos feitos pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (Coinp) da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, que identificaram o esquema criminoso responsável pela “inserção extemporânea de vínculos trabalhistas fictícios no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS)”.

De acordo com as investigações conduzidas pela força-tarefa, as informações eram transmitidas via internet, por meio do sistema Sefip/Conectividade Social – Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP).

Os dados fraudados serviam de base para a concessão de benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, cujas patologias apresentadas são relativas a transtornos mentais e comportamentais.

Entre os integrantes do esquema criminoso, estavam um advogado, sócio de duas empresas utilizadas nas fraudes; uma técnica em contabilidade; duas assistentes sociais; e agenciadores e intermediários.

A PF está cumprindo desde cedo dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. Os policiais estão apreendendo, por determinação da Justiça, bens e veículos em nome dos investigados. A Justiça determinou ainda que o INSS suspenda ou bloqueie o pagamento de 37 benefícios que ainda se encontram ativos.

“O prejuízo inicialmente identificado com a concessão de 127 benefícios fraudulentos aproxima-se de R$ 13,6 milhões. O valor do prejuízo evitado com a consequente suspensão dos benefícios ativos, levando-se em consideração a expectativa de vida média da população brasileira, é aproximadamente R$ 28 milhões”, diz a nota.

Segundo a PF, o nome da operação (Hefesto) é uma referência ao deus grego do trabalho, que tinha grande capacidade de criação.

É procedente dizer que a informação foi fornecida pela Agência Brasil (EBC). Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Resolução da OEA para solicitar suspensão do régimen comunista venezuelano

  • O texto aprovado contou com o apoio de países como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Chile, Colômbia, México e Peru, que, nos discursos feitos por seus representantes antes de votarem, disseram que a eleição de 20 de maio que reelegeu o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, “carece de legitimidade” e descumpriu os padrões internacionais

CARACAS – A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou na terça-feira uma resolução que pede a aplicação da Carta Democrática à Venezuela para suspender o país do organismo multilateral.

A resolução foi aprovada por 19 votos favoráveis e 4 contrários. Onze países se abstiveram, segundo a contagem anunciada pela Presidência da Assembleia-Geral da entidade, que foi transmitida ao vivo pelo organismo em seu site.

O texto aprovado contou com o apoio de países como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Chile, Colômbia, México e Peru, que, nos discursos feitos por seus representantes antes de votarem, disseram que a eleição de 20 de maio que reelegeu o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, “carece de legitimidade” e descumpriu os padrões internacionais.

Diante destas alterações das normas democráticas, disseram alguns dos chanceleres na reunião ao explicarem seu respaldo à resolução, se faz necessário realizar uma assembleia para votar a suspensão da Venezuela da entidade, da qual Caracas anunciou em abril de 2017 sua saída, que se concretizará no mesmo mês de 2019.

Ainda não há uma data exata para essa votação.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, qualificou a decisão como uma “vitória para a liberdade” e acrescentou que seu país estará junto do povo da Venezuela.

“O regime de Maduro reprime seu povo, nega a ajuda humanitária e realiza eleições falsas”, escreveu Pence em sua conta de Twitter.

Após a resolução da OEA, o governo equatoriano, que havia evitado se pronunciar sobre as eleições na Venezuela, propôs realizar uma consulta popular na qual se decida referendar os resultados da votação venezuelana ou convocar um novo processo eleitoral no curto prazo.

“O Equador tem a convicção de que a legitimidade das últimas eleições na Venezuela só pode ser determinada pelos cidadãos”, disse Quito em um comunicado publicado no Twitter. “Esta consulta deve oferecer garantias de transparência e participação a todos os venezuelanos”.

Uma suspensão da Venezuela seria um gesto principalmente político, mas alguns críticos e analistas disseram que sua saída da OEA isolaria ainda mais Caracas em meio à pressão crescente das sanções de vários países.

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, disse na reunião que tudo foi “uma fraude” planejada pelos EUA. “Esta aprovação dá carta branca para os Estados Unidos continuarem agredindo a Venezuela”, afirmou o funcionário.

O representante norte-americano na OEA, Carlos Trujillo, disse que as sanções de Washington são principalmente contra indivíduos e que não afetaram as exportações de petróleo do país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

É procedente assinalar que a informação foi fornecida pela Reuters. Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Dezenas de atentados terroristas contra ônibus em Brasil

  • Minas Gerais contabiliza 60 ataques em 29 cidades
  • É preciso articular, segundo informes da Organização Internacional de Policiais (OIPOL), que os ônibus não se constituem somente em os alvos, também carros particulares e de usos pelos entes públicos. As autoridades ainda não consideram os atos como terrorismo, ne seus autores em terroristas, mas as caraterísticas pertencem essa tipificação nos protocolos internacionais
  • O governador explicou que as polícias Militar, Civil e Federal informaram que os atentados foram feitos por “facções criminosas”, em resposta ao fato de Minas Gerais ter “um dos sistemas penitenciários mais rigorosos do país”

Rio de Janeiro/RJ – O estado de Minas Gerais registra 60 ataques a ônibus ocorridos em 29 cidades. A atualização dos números, divulgada o dia 6 de maio pela Polícia Militar. De acordo com a PM, por motivos estratégicos e operacionais sugeridos pela Polícia Federal, que também está colaborando com as investigações, não serão apresentados detalhes sobre os últimos ataques.

No final da tarde do dia 5 de maio, o governador Fernando Pimentel havia informado em coletiva de imprensa que havia registros de 51 queimas de veículos ocorridas em 26 municípios. Pouco antes a PM havia contabilizado pelo menos 35 registros de incêndio.

O governador explicou que as polícias Militar, Civil e Federal informaram que os atentados foram feitos por “facções criminosas”, em resposta ao fato de Minas Gerais ter “um dos sistemas penitenciários mais rigorosos do país”.

“Aqui nós não afrouxamos o sistema carcerário para nenhuma organização criminosa. E é por isso que nós estamos pagando este preço, sofrendo ameaças e sendo atacados. A política carcerária em Minas é uma política que cumpre rigorosamente a lei. Estamos tomando todas as providências para coibir esse tipo de crime”, disse o governador.

Pimentel acrescentou que as investigações correm sob sigilo e que agentes à paisana estão sendo colocados em ônibus. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Helbert Figueiró de Lourdes, a PM já está coletando dados junto às pessoas que foram presas, na tentativa de se chegar “à célula dessas organizações criminosas” responsáveis pelos atentados.

Cabe articular que, segundo informes, os ônibus não só são os alvos, também carros particulares e de usos pelos entes públicos. As autoridades ainda não consideram os atos como terrorismo, mas as caraterísticas pertencem essa tipificação nos protocolos internacionais.

É procedente assinalar que a informação foi fornecida pela Agência Brasil (EBC). Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Associação OIPOL

 

Operação de inteligência brasileira na Tríplice Fronteira

  • Ação é realizada pela terceira vez na região para combater crimes transfronteiriços
  • A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) integra a Operação Muralha

Rio de Janeiro/RJ -´A ABIN é uma das instituições integrantes da Operação Muralha, realizada na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai – na região de São Miguel do Iguaçu/PR. A missão tem como objetivo combater crimes típicos de áreas fronteiriças, como contrabando, descaminho e tráfico.

A Operação, iniciada neste mês de maio, é acompanhada pela Subunidade Foz do Iguaçu (Suigu/SEPR) da Agência. A ABIN está compartilhando informações sobre a dinâmica dos crimes transfronteiriços com as demais instituições envolvidas.

As ações de fiscalização e repressão da Operação Muralha são desenvolvidas em barreiras montadas na praça de pedágio do Km 704 da BR-277, nas estradas vicinais, no lago de Itaipu e no Rio Paraná.

Operação Muralha

Em duas semanas foram apreendidos 1.045 quilos de maconha, 74 munições, 325 mil maços de cigarro e mais de R$ 7 milhões em mercadorias irregulares. Nove prisões em flagrante de crimes como tráfico, contrabando e descaminho foram feitas. A Operação ocorre pela terceira vez e mobiliza a ação coordenada de aproximadamente 400 agentes públicos em São Miguel do Iguaçu (PR) e região.

ABIN, Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Força Aérea Brasileira, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Agência Nacional de Transportes Terrestres, Polícia Militar, Polícia Civil, Departamento de Inteligência do Estado do Paraná e Ministério Público Estadual cooperam nas ações desenvolvidas.

Cabe dizer que a informação foi facilitada pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Combate a notícias falsas desde o Brasil

  • Agência Brasileira de Inteligência (ABIN)  apoia Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC). O Grupo estuda medidas contra a divulgação de fake news nas eleições deste ano
Foto ABIN
Agência também faz parte do Comitê do TSE. ABIN tem interesse na área de interferência externa (foto: TSE)

Rio de Janeiro/RJ – A  Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) está integrando comitê instituído pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), responsável por ações de prevenção de notícias falsas e pela apuração preliminar das eleições de 2018.  O Comitê Consultivo de Internet foi criado em sessão administrativa do TRE-SC, no dia 2 de maio.

A Justiça Eleitoral catarinense é pioneira na criação de uma comissão voltada para esse fim.

O comitê é composto pela ABIN, Polícia Federal, Polícia Civil e Procuradoria Regional Eleitoral. Possui formato similar ao Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Atuação da ABIN

O Conselho Consultivo, de caráter nacional, foi formado pelo TSE em dezembro de 2017. O objetivo é desenvolver pesquisas e estudos sobre as regras eleitorais e a influência da internet nas eleições, em especial o risco das fake news e o uso de robôs na disseminação de informações.

A interferência externa – vinda de países estrangeiros – e do crime organizado nas eleições brasileiras são os temas elencados como de interesse da ABIN.

Cabe dizer que a informação foi facilitada pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Petroleiros brasileiros concretam paralisação

  • Ainda com a liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que considerou a greve abusiva, a paralisação da categoria foi iniciada e atinge refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos
  • Os petroleiros afirmam que o movimento é uma reação à política de preços dos combustíveis, de crítica à gestão na Petrobras e contra os valores cobrados no gás de cozinha e nos combustíveis

A Foto A -Rio de Janeiro/RJ – A Federação Única dos Petroleiros (FUP)  anunciou hoje (30) que, mesmo com a liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que considerou a greve abusiva, a paralisação da categoria foi iniciada e atinge refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos. O movimento programou atos e manifestações ao longo do dia.

Pelo balanço da FUP, os trabalhadores cruzaram os braços nas refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX).

A FUP informou que não houve troca dos turnos da 0h nos terminais de Suape (PE) e de Paranaguá (PR). Segundo a federação, na Bacia de Campo os trabalhadores também aderiram à paralisação em diversas plataformas.

Reivindicações

Os petroleiros afirmam que o movimento é uma reação à política de preços dos combustíveis, de crítica à gestão na Petrobras e contra os valores cobrados no gás de cozinha e nos combustíveis.

A paralisação dos petroleiros ocorre três dias depois de o presidente Michel Temer e equipe negociarem um acordo com os caminhoneiros. Por mais de uma semana, os caminhoneiros pararam o país, provocando desabastecimento nos postos de gasolina, supermercados e prejuízos à economia.

É preciso dizer que a informação foi facilitada pela Agência Brasil (EBC). Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Brasil bloqueado pela os caminheiros

  • Versões de diversos setores não acabam só na diminuição no preço do combustível, em vários âmbitos se solicita terminar com a corrução e até se insta para implantação da “intervenção militar” no pais
  • Greve de autônomos é reforçada com adesão de transportadoras

BRASÍLIA  – As empresas transportadoras de carga aderiram na quarta-feira ao movimento dos caminhoneiros, que até então era predominantemente conduzido pelos autônomos, elevando para mais de 1 milhão de cami nhões a adesão à paralisação, disse nesta quinta o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes.

“As empresas aderiram por conta do preço dos combustíveis e também porque seus caminhões não conseguem circular”, disse Lopes, em entrevista para reiterar que a paralisação da categoria só será encerrada quando a isenção da alíquota do PIS/Cofins sobre o diesel, já aprovada pela Câmara dos Deputados, seja publicada no Diário Oficial da União.

Desabastecimento e prejuízos

A Abcam disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que a paralisação só será encerrada quando a medida, que ainda precisa ser analisada pelo Senado, for sancionada pelo presidente Michel Temer e publicada no DO.

A paralisação dos caminhoneiros entrou no quarto dia nesta quinta-feira, com bloqueios em estradas de todo país que provocaram desabastecimento de produtos e enormes filas de motoristas em postos de combustíveis, apesar de a Petrobras ter anunciado na véspera uma redução de 10 por cento dos preços do diesel nas refinarias por 15 dias.

Diversos setores da economia já relatam desabastecimento e prejuízos na exportação.

Na noite de quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei da reoneração da folha de pagamento de alguns setores da economia, incluindo uma isenção de PIS/Cofins sobre o diesel, algo demandado pelos caminhoneiros.

Representantes do movimento, que participaram de reunião no Palácio do Planalto na tarde de quarta-feira, saíram reclamando da falta de soluções do governo para o impasse e rejeitaram um pedido de trégua do presidente Temer.

Segundo o presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes, a medida tomada pela Petrobras “não resolve”.

“Vai levar uma semana ou mais até normalizar as entregas… Por isso que essa atitude da Petrobras não ajudar a gente em nada. Quando começarmos a atividade a todo vapor, já se passaram esses 15 dias”, disse Lopes em entrevista à rádio Bandnews.

A Petrobras adotou a partir de julho do ano passado uma política de reajustes quase que diários nos preços dos combustíveis nas refinarias, em linha com o mercado internacional e câmbio. De lá para cá, o valor do diesel já avançou mais de 30 por cento, enquanto o da gasolina, mais de 45 por cento.

“Não queremos que aumente o combustível diariamente. O governo tem de encontrar uma forma de fazer mensalmente ou trimestralmente”, acrescentou Lopes.

È procedente assinalar que a informação foi fornecida pela Reuters. Por Alberto Alerigi Jr. e Marcelo Teixeira e Leonardo Goy. Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Governo de esquerda nicaraguense deixam mortos, feridos e fecham escolas

  • Nicarágua completa 29 dias de protestos que deixaram entre 54 e 65 mortos, segundo organizações humanitárias, sem contar a última vítima identificada como Wilder Reyes Hernández, de 37 anos, trabalhador da prefeitura de Matagalpa
Protestos na Nicarágua - (EFE/Jorge Torres
Protestos na Nicarágua – (EFE/Jorge Torres

Rio de Janeiro/RJ, Brasil – Os protestos nas principais cidades da Nicarágua continuam intensos. Os embates entre manifestantes e forças policiais deixaram um morto e mais de 10 feridos em Matagalpa, no Norte do país. Por determinação do Ministério da Educação nicaraguense, as escolas fecharam suas portas ontem (15) como medida de segurança. O acirramento do clima ocorre no momento em que a Igreja Católica, por meio da Conferência de Bispos, negocia o fim da violência e um acordo com as autoridades federais.

A Nicarágua completa 29 dias de protestos que deixaram entre 54 e 65 mortos, segundo organizações humanitárias, sem contar a última vítima identificada como Wilder Reyes Hernández, de 37 anos, trabalhador da prefeitura de Matagalpa.

A informação foi confirmada pelo prefeito de Matagalpa, Sadrach Zeledón. Segundo ele, grupos antagônicos ao governo dispararam contra o trabalhador desse município e também queimaram parte das instalações da delegacia local.

“Essa gente não quer paz, quer derramar o sangue de irmãos no país. O que querem é dor, o sofrimento do povo de Matagalpa e do povo nicaraguense”, disse o prefeito.

O enfrentamento começou hoje no município de Matagalpa, quando agentes da polícia tentaram restabelecer a livre circulação de pessoas e veículos, após o bloqueio de estradas por parte de manifestantes.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram que os policiais dispararam armas de fogo e bombas de gás lacrimogêneo na direção de manifestantes. Os protestos na Nicarágua ocorrem desde o último dia 25. Os manifestantes pedem justiça, fim da repressão e fazem críticas ao presidente Daniel Ortega e às mudanças na Previdência Social do país.

Mediação

Paralelamente, os sacerdotes Óscar Decoto, César Corrales, Denis Martínez e Sadiel Eugarrio negociam um acordo para cessar a violência.

“As pessoas estão protestando, mas precisamos também intermediar para que não haja derramamento de sangue. É o que pede a Igreja. O protesto tem que ser pacífico, mas sem agressão, é o que sempre se pede”, declarou Eugarrio a jornalistas.

A convocação de um diálogo nacional desde ontem não freou os saques, os enfrentamentos e os bloqueios nas estradas.

É procedente assinalar que a informação foi fornecida pelas agências EFE e Télam. Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Bolívia é atingida com um terremoto de 6,8

Terremoto de magnitude 6,8 atinge Bolívia e tremores são sentidos no Brasil

Rio de Janeiro/RJ, Brasil – Um terremoto de magnitude 6,8 atingiu região localizada cerca de 209 quilômetros a leste-nordeste da cidade boliviana de Tarija na manhã desta segunda-feira, a uma profundidade de 557 quilômetros, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O tremor também foi sentido em Brasília e provavelmente em São Paulo, de acordo com o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília.

Não há relatos de feridos em São Paulo e Brasília, onde alguns edifícios foram esvaziados devido ao tremor, de acordo com a emissora de TV Globonews.

É procedente assinalar que a informação foi fornecida pela Reuters. Reportagem de Luján Frank Maraschio; Franklin Paul; Reportagem adicional de Maria Clara Pestre, no Rio de Janeiro.

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Washington avalia sanções contra petróleo da Venezuela

Pressão para o régimen comunista da Venezuela

Foto Facebook Nicolás Maduro Oficial
Nicolás Maduro (izq.)

WASHINGTON – O governo dos Estados Unidos está cogitando impor sanções contra uma empresa de serviços petrolíferos da Venezuela comandada pelos militares e restringir a cobertura de segurança para carregamentos de petróleo venezuelano para aumentar a pressão sobre o presidente Nicolás Maduro, disse uma autoridade dos EUA na quarta-feira.

Como Maduro concorrerá a um novo mandato em uma eleição de abril que Washington e seus aliados rejeitam por verem como uma fraude, os EUA estão estudando sanções que mirariam o crucial setor petrolífero para além do que já foi feito, disse a autoridade à Reuters. Algumas medidas podem ser adotadas antes da votação e outras podem ser impostas posteriormente.

O funcionário, que está a par das deliberações internas de Washington sobre a política para a Venezuela e falou sob condição de anonimato, não descartou uma futura proibição total a carregamentos de petróleo venezuelano para os EUA, o que representaria uma das sanções mais duras ligadas à commodity.

“Acho (que causaria) um choque bem forte no mercado de petróleo no curto prazo”, afirmou a autoridade.

O funcionário enfatizou que nenhuma decisão foi tomada e que qualquer ação norte-americana levará em consideração o dano em potencial aos venezuelanos comuns, já sofrendo com uma escassez de alimentos e uma hiperinflação, e aos vizinhos do país, além do impacto para a indústria petrolífera dos EUA e os consumidores norte-americanos.

A Venezuela foi a quarta maior fornecedora de petróleo aos EUA em 2017, de acordo com a Agência de Informações sobre Energia, mas no ano passado suas vendas de petróleo para os EUA foram as mais baixas desde 1991, segundo dados de fluxo comercial da Thomson Reuters.

“Sanções ao petróleo não são adotadas levianamente”, disse a autoridade. “Esta seria uma escalada bem forte na política dos EUA, seja uma sanção completa ao petróleo ou fatias de salame de medidas graduais diferentes”.

O governo dos EUA também estuda sanções contra outras figuras políticas e militares de alto escalão da Venezuela, como Diosdado Cabello, o número dois do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), segundo a autoridade.

Especialistas afirmam que sanções individuais têm tido pouco ou nenhum efeito sobre as políticas de governo da Venezuela. O próprio Maduro, sancionado no ano passado, desdenha constantemente da desaprovação de Washington e culpa o “império” norte-americano pelos problemas econômicos de sua nação.

Cabe assinalar que a informação foi fornecida no dia 01 de março pela Reuters.

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O ELN continua com sua psicopatia do terror

Depois de prometer que iria implementar um cessar-fogo unilateral durante eleições parlamentares no próximo mês, o extremismo do Exército de Liberação Nacional (ELN) matam 5 soldados em ataque com bomba na Colômbia

BOGOTÁ – Ao menos cinco soldados colombianos foram mortos e mais de 10 ficaram feridos na manhã desta terça-feira em ataque conduzido pelos rebeldes marxistas do Exército de Libertação Nacional (ELN) perto da fronteira com a Venezuela, disse o Exército da Colômbia.

O ataque aconteceu um dia depois que o ELN disse que iria implementar um cessar-fogo unilateral durante eleições parlamentares no próximo mês. O governo havia dito que o gesto era o tipo de ação necessária para retomar conversas de paz paralisadas entre os dois lados.

Durante o ataque desta terça-feira, os terroristas bombardearam veículos militares na estrada entre as cidades de Tibu e Salazar de las Palmas, na província de Norte de Santander.

“Houve uma ação terrorista com a detonação de um dispositivo explosivo instalado por membros da unidade Juan Fernando Porras Martinez do ELN”, disse o Exército em comunicado.

O governo suspendeu negociações de paz com o ELN em janeiro, após o final do primeiro cessar-fogo bilateral, quando os rebeldes voltaram a atacar forças de segurança e gasodutos. Em apenas um final de semana do último mês, oito policiais morreram e mais de quarenta pessoas ficaram feridas.

Cabe assinalar que a informação foi facilitada pela Reuters, agência de noticias. Reportagem de Luis Jaime Acosta.

Bando terrorista ELN promete cessar-fogo durante eleição parlamentar na Colômbia

Bogotá – Rio de Janeiro, Brasil – Terroristas do Exército de Libertação Nacional (ELN) irão implementar um cessar-fogo unilateral de quatro dias durante as eleições parlamentares da Colômbia no próximo mês, disse o grupo em comunicado nesta segunda-feira.

O governo suspendeu conversas de paz com o ELN em janeiro, após o fim do primeiro cessar-fogo bilateral, quando as guerrilhas voltaram a atacar forças de segurança e gasodutos.

“Como um gesto de respeito aos colombianos que estão votando, o Exército de Libertação Nacional irá interromper operações militares ofensivas entre os dias 9 e 13 de março”, disse o comunicado, publicado no site do grupo.

A eleição parlamentar acontece no dia 11 de março, antes da votação presidencial prevista para maio.

Os rebeldes pediram que o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, defina uma data para retomar as conversas de paz, acrescentando que a nova rodada de negociações deve ter como foco estabelecer um novo cessar-fogo bilateral.

Santos tem dito que negociações não serão retomadas até que as ações do ELN coincidam com suas palavras. Oito policiais foram mortos e mais de 40 pessoas ficaram feridas na última onda de ataques por parte da guerrilha.

È procedente assinalar que a informação foi fornecida pela Reuters.Reportagem de Julia Symmes Cobb.

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