Epidemia de cólera poderá atingir 400 mil pessoas, alerta OMS


A Organização Mundial da Saúde (OMS) e seu braço regional, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), estimam, com base na velocidade com que as pessoas estão sendo infectadas, que o surto de cólera que começou no final de outubro no Haiti poderá afetar 400 mil pessoas. Este é considerado o pior cenário, que é evitável se as respostas de prevenção e tratamento nas áreas pobres da capital, Porto Príncipe, e de outras cidades e regiões periféricas no país forem devidamente implementadas.

Moradoras da região do entorno do Rio Artibonite, que possivelmente está na origem da cólera, estas duas senhoras passam por dificuldades diversas. Não apenas pela perda da maior parte da plantação de arroz, devido às recentes enchentes causadas pelo furacão Tomas, como também pela infestação de pragas na colheita e pela diminuição das vendas e redução do preço do arroz da região, em decorrência do surto de cólera. Foto: ONU/Logan Abassi.

Na foto moradoras da região do entorno do Rio Artibonite, que possivelmente está na origem da cólera, estas duas senhoras passam por dificuldades diversas. Não apenas pela perda da maior parte da plantação de arroz, devido às recentes enchentes causadas pelo furacão Tomas, como também pela infestação de pragas na colheita e pela diminuição das vendas e redução do preço do arroz da região, em decorrência do surto de cólera. Foto: ONU/Logan Abassi.
 

“Esta projeção é uma chamada à ação”, disse na última quarta-feira (24/11) a Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários e Coordenadora de Socorro de Emergência da ONU, Valèrie Amos, em visita à capital haitiana. “Precisamos investir na prevenção da cólera em todo o país e na construção de mais centros de tratamento. Precisamos também aumentar o número de trabalhadores de saúde em campo para apoiar o trabalho que já está sendo feito.”

“A epidemia ainda não atingiu seu pico. Se não respondermos rapidamente, mais gente vai morrer inutilmente”, alertou Amos. Até segunda-feira, 1.200 pessoas tinham morrido devido à cólera, porém especialistas afirmam que a doença – que se dissemina através da água e de alimentos contaminados – pode ter tirado a vida de mais de duas mil pessoas já que casos em áreas remotas não têm sido regularmente informados. A OMS estima que 50 mil pessoas estejam infectadas.

Fonte ONU

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