Brasil – Salvador/BA – A Polícia Federal na Bahia deflagrou na manhã de hoje, 01, a Operação Reset dando cumprimento a 14 mandados de prisão e 37 mandados de busca e apreensão. A ação visa o combate de grupo criminoso organizado voltado para a exploração de máquinas caça-níquel no Estado da Bahia, correlacionado a outras modalidades criminosas, entre elas, corrupção ativa e passiva, crimes de falsidade, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.
Os envolvidos e suas empresas já foram alvo de investigação da Polícia Federal, na Operação Aposta em 2007 quando foram indiciados e denunciados pelo Ministério Público Federal na Ação Penal que tramita na 2ª Vara Federal Especializada Criminal da Seção Judiciária da Bahia.
Mesmo diante à Ação Penal, a organização criminosa continuou a praticar as mesmas condutas criminosas alterando apenas a forma como as peças eletrônicas importadas chegavam ao Estado, sendo utilizadas agora outras empresas, demonstrando com isso completo desprezo perante as autoridades policiais, ministeriais e judiciárias.
Tais empresas possuem toda estrutura necessária para explorar pontos de jogos eletrônicos, criando desde os softwares dos jogos instalados, fabricando as estruturas de madeira, montando os kits com as peças eletrônicas, transportando, instalando e dando manutenção as máquinas.
Analise dos documentos apreendidos durante a “Operação Aposta”, no ano de 2007, deram subsídios para se constatar que o grupo criminoso tinha na época mais de 7.000 máquinas de caça-níquel distribuídas em todo o Estado. Hoje, estima-se que este número já passe das 20.000 máquinas. O faturamento mensal gira em torno de R$50 milhões por ano.
Ressalta-se que a exploração desse tipo de atividade ilícita não implica apenas na contravenção penal de exploração de jogo de azar alcançando ainda os tipos penais de contrabando e formação de quadrilha ou bando.
A perícia a ser realizada no material apreendido durante a manhã de hoje na Operação Reset deverá comprovar outras modalidades delitivas possivelmente praticadas pela organização como a falsificação de documentos público e particular, falsidade ideológica, uso de documento, corrupção passiva e ativa, sonegação de tributos, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro.
Fonte Policia Federal do Brasil


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