Autoridades humanitárias das Nações Unidas estão convocando “atividades de mobilização em massa” no Haiti para promover a prevenção e o tratamento precoce da epidemia de cólera, que já matou mais de 2.760 pessoas e infectou outras 130.000, dos quais 71 mil foram hospitalizados.
Grandes lacunas e limitações no combate à epidemia, que teve início em outubro deste ano, incluem o acesso à água potável e latrinas em estabelecimentos de saúde e centros de tratamento da cólera, o acesso aos cuidados de saúde e de coordenação, de acordo com a atualização mais recente do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
“Há uma necessidade urgente de ações de mobilização massiva para promover a prevenção e tratamento precoce”, afirmou a agência. A cólera é transmitida pela água e por alimentos contaminados. “O controle da epidemia vai depender do nível de acesso à água potável e saneamento básico, bem como implementação de medidas de higiene”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), através do seu braço regional, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), continua a prestar apoio à promoção da higiene e atividades de mobilização social com o desenvolvimento, impressão e distribuição de 97 mil cartazes e 150 mil páginas contendo orientações na prevenção e tratamento, na língua oficial do país (crioulo). Um curso sobre gestão de cólera também foi desenvolvido para os líderes comunitários e religiosos e serão entregues pelo Governo, com mais de 500 profissionais de saúde já formados pela OPAS/OMS no manejo de casos.
Taxas de mortalidade diminuíram na maioria dos departamentos ou regiões administrativas desde primeiro de dezembro para um total 2,1% em todo o país, exceto no sudeste, onde passou de 12,9% para 13,8&, entre 11 e 18 de dezembro. No Departamento do Sul, a gestão de corpos continua a ser um enorme desafio, sobretudo em Les Cayes, onde pelo menos 64 cadáveres permaneceram várias semanas no hospital, porque a população era contra enterrá-los em uma vala comum.
No início deste mês o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu mais verbas para combater a epidemia, assinalando que um apelo 164 milhões de dólares lançado em novembro foi coberto em apenas 21%. Ele também anunciou a criação de um painel científico independente para investigar a fonte do surto, em meio a notícias divulgadas pela mídia de que soldados nepaleses da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) foram a fonte mais provável, com a água infectada espalhada de sua base para um afluente próximo ao Rio Artibonite.
Confira aqui os dados atualizados sobre os fundos de resposta humanitária.
Fonte UNIC Brasil.


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