PNUD e UNCTAD lançam programa para aumentar participação dos países em desenvolvimento no mercado mundial de bens culturais
![]() |
Duas agências da ONU lançaram um programa que buscará aumentar o acesso dos países em desenvolvimento ao mercado mundial de produtos culturais. Atualmente, América Latina e África, juntas, representam menos de 4% da produção do setor, embora a China ocupe um papel de relevo.
A Parceria para a Assistência Técnica ao Estímulo da Economia Criativa em Países em Desenvolvimento, lançada pelo PNUD e pela UNCTAD, tem como objetivo integrar as políticas culturais, comerciais e macroeconômicas dos países em desenvolvimento, de maneira a diminuir “assimetrias e preconceitos que podem prejudicar o crescimento da economia da cultura desses países, limitando a participação de sua indústria cultural no mercado global”.
Firmada durante o Simpósio Sul-Sul de Economia Criativa, realizado na semana passada em Xangai, na China, a parceria entre os dois órgãos da ONU prevê uma série de atividades de cooperação técnica para os próximos três anos, com três objetivos básicos: eliminar obstáculos à competitividade da indústria criativa dos países em desenvolvimento, criar sinergias e estabelecer um fórum para ajudar tais países a estimular suas economias culturais.
O simpósio em que ocorreu o lançamento da parceria teve como finalidade promover o diálogo de maneira a capitalizar a economia da cultura como uma ferramenta para o desenvolvimento e para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Um estudo divulgado na quinta-feira pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) mostrou que o mercado de bens culturais (livros, CDs, videogames, esculturas etc.) movimenta US$ 1,3 trilhão. Reino Unido e Estados Unidos são os maiores exportadores e importadores.


