
Rio de Janeiro – Os municípios da região serrana do estado do Rio de Janeiro atingidos pelas fortes chuvas desta semana contabilizam até a manhã do 14 de janeiro 517 mortos. A maior parte das vítimas, 228, está em Teresópolis. Depois vêm Nova Friburgo, com 226 mortos; Petrópolis, com 39; Sumidouro, com 19; e São José do Vale do Rio Preto, com quatro mortos. Este último ainda não tinha registrado óbitos até o13 de jneiro.
A prefeitura de Nova Friburgo, na região serrana do estado, solicitou hoje ao governador Sérgio Cabral a decretação de estado de calamidade pública no município.
Pela manhã voltou a chover na região, mas os trabalhos de busca a desaparecidos e retirada dos corpos da lama e dos escombros não foi interrompido.
Prefeitura de Nova Friburgo diz que ainda há muitos corpos sob escombros
O número de mortos em consequência da chuva que castigou Nova Friburgo, na região serrana fluminense, nesta semana, já ultrapassa os 200 e não para de subir. Em entrevista à Agência Brasil, o secretário municipal de Comunicação, David Massena, disse que ainda há “muitos corpos” sob escombros na cidade, já que os bombeiros ainda trabalham no resgate das vítimas e sequer chegaram a alguns pontos isolados do município.
“A gente sabe que tem muito corpo ainda. Mas estamos priorizando neste momento o resgate de sobreviventes e torcendo para parar de chover. Ainda há bairros isolados, como Campo do Coelho, Vargem Alta, Colonial 61, Toledo. Outros estão com difícil acesso e a gente chega na medida do possível”, disse.
Segundo ele, a prefeitura já montou quatro abrigos para receber pessoas que perderam suas casas e não têm onde ficar. Além disso, igrejas que não se localizam em área de risco receberam um pedido da prefeitura para receber desabrigados.
Dois dias depois da chuva, as ruas de Nova Friburgo ainda estão repletas de lixo e lama. Grande parte do comércio continua fechada e motoristas enfrentam grandes filas para abastecer os carros nos poucos postos de gasolina abertos no município.
Com quatro bairros isolados, Teresópolis estima em R$ 500 milhões total para recuperar cidade
As equipes de resgate ainda não conseguiram chegar por terra a quatro comunidades de Teresópolis, três dias após a enxurrada que arrasou parte do município, que registrava 228 mortes ao meio-dia de o 14 de janeiro. O prefeito Jorge Mário disse que continuam isolados os bairros de Campo Grande, Pessegueiros, Granja Florestal e Santa Rita.
A esses locais só é possível chegar por via aérea, pois as estradas foram totalmente danificadas e bloqueadas por lama, árvores e pedras. Pessoas idosas ou com dificuldades de locomoção não conseguem seguir a pé e dependem do resgate.
“Estamos hoje abrindo essas estradas com máquinas emprestadas pelo governo federal e outras alugadas”, disse Jorge Mário.
Só para desobstruir as estradas, ele estimou o custo em R$ 98 milhões. Para recuperar o município, seriam necessários cerca de R$ 500 milhões, segundo o prefeito, que ontem (13) se encontrou com a presidenta Dilma Rousseff.
Jorge Mário disse que o governo federal se comprometeu a disponibilizar verbas para financiar 2,5 mil aluguéis sociais para famílias que perderam suas casas. Também foi criado um fundo destinado a arrecadar dinheiro para repassar às famílias, com objetivo de ajudar na compra de eletrodomésticos e móveis. Durante a manhã, o boato de que haveria arrastões e saques no comércio levou ao fechamento de boa parte das lojas do centro, mas a informação foi desmentida pela prefeitura.
A comunicação no município também foi comprometida, pois houve queda de postes de telefonia e de luz, o que também interferiu no sistema celular.
Fonte Empresa Brsil de Comunicação (EBC).


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