Políca Federal investiga desvio de verbas federais na Operação SARC


Durante as buscas foram apreendidos vários documentos que comprovaram as irregularidades

Jales/SP – A Polícia Federal de Jales deflagrou na manhã desta quinta-feira, 03, a Operação SARC que tem como objetivo investigar o desvio de verbas públicas federais destinadas à área social na região.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Jales. Os mandados foram cumpridos na cidade de Santa Clara d’ Oeste/SP na sede do CRAS (Centro de Referência e Assistência Social) e nas residências do coordenador do CRAS do município e da proprietária de uma empresa de assessoria da cidade.

As investigações tiveram início há alguns meses e indicaram que a Prefeitura de Santa Clara d’ Oeste por meio do CRAS estava desviando recursos provenientes do Ministério do Desenvolvimento Social destinados ao pagamento de cursos e palestras que seriam oferecidos à população.

A investigação apurou que a Prefeitura firmou convênio para recebimento destes recursos, porém, alguns cursos e palestras não foram ministrados e mesmo quando eram ministrados, não oneravam a prefeitura, pois as palestras eram proferidas por funcionários da própria prefeitura e em horário de expediente.

Em ambos os casos (realizando ou não as palestras), os valores eram recebidos por meio de notas fiscais emitidas por uma empresa de assessoria da cidade. A empresa é de propriedade da irmã do coordenador municipal do CRAS.

Durante as buscas foram apreendidos vários documentos que comprovaram as irregularidades, inclusive indicando que há outras prefeituras da região que estão utilizando o mesmo artifício para desviar a verba pública federal.

De acordo com estimativas iniciais os valores desviados nos últimos anos podem ultrapassar a cifra de 500 mil reais só no município investigado. Todos os documentos apreendidos serão analisados com o intuito de verificar os beneficiários dos recursos recebidos indevidamente bem como confirmar a participação de outras prefeituras no esquema.

Caso todas as informações sejam confirmadas, os envolvidos responderão pelos crimes de peculato e fraude à licitação que juntos tem pena mínima de 04 e máxima de 16 anos de prisão.

No caso de condenação por improbidade administrativa, além da devolução da quantia desviada, os servidores públicos beneficiados pelo esquema criminoso poderão perder o cargo público.

Por Comunicação Social /Delegacia de Polícia Federal em Jales

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