João Pessoa/PB – A Superintendência da Polícia Federal na Paraíba em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego na Paraíba estão realizando, na manhã do 15 de março, a Operação Amparo com o intuito de desarticular uma quadrilha especializada em fraudar a concessão do seguro desemprego. Aproximadamente 70 policiais federais estão participando da Operação, juntamente com Auditores Fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego.
Estão sendo cumpridos, em diversos municípios da Paraíba, cinco mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal – Seção Judiciária da Paraíba.
Durante a investigação, foi constatado que a quadrilha atuava da seguinte forma:
O grupo criminoso arregimentava pessoas de baixa renda para participarem do esquema de saque fraudulento de FGTS e seguro desemprego, retendo suas carteiras de trabalho, orientando-as na solicitação deste benefício e as acompanhando durante os saques destes valores.
As carteiras de trabalho eram entregues a quadrilha que falsificava o registro e fazia as supostas demissões, tudo isso com o objetivo de efetuar saques fraudulentos de FGTS e seguro desemprego.
Os dados falsos eram inseridos no CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados por contadores ou técnicos.
Após o saque do FGTS, os “empregados” davam entrada na solicitação do benefício do seguro desemprego.
O valor sacado referente ao FGTS era entregue integralmente a quadrilha.
O valor do Seguro Desemprego era dividido da seguinte forma: O “empregado demitido” ficava com uma parcela deste e o restante era dividido entre os investigados.
Pela prática dos fatos acima, os investigados foram indiciados como incursos nos crimes descritos nos arts 171, § 3º (Estelionato contra a União -pena: reclusão de 1 a 5 anos, aumentada de 1/3), 288 (Quadrilha ou bando –Pena: reclusão de 1 a 3 anos), 297, II (Falsificação de documento público –Pena: 2 a 6 anos), 299 (Falsidade ideológica –Pena: 1 a 5 anos) e 304 (uso de documento falso –Pena: a cominada à falsificação ou à alteração) do Código Penal Brasileiro.
Informação Comunicação Social / Superintendência Regional da PF na Paraíba


Deja un comentario