Operação brasileira contra el tráfico de drogas em containers


São Paulo (SP)- Brasil – A Polícia Federal em São Paulo realiza no 29 de março a Operação Mapinguari, com o objetivo de desmantelar organização criminosa especializada na exportação de cocaína por meio de containers e de pessoas, as chamadas “mulas”.

A operação consiste no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, além de 10 mandados de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Campinas/SP e Ponta Porã/MS. Simultaneamente, ocorrem prisões e buscas na África do Sul, onde a SAPS – South African Police Service – investigou parte da quadrilha.

No Brasil, os investigados agiam como intermediadores, ao oferecer a droga para compradores do continente africano e da Itália. A cocaína era trazida do Paraguai e passava por território brasileiro.

Em agosto de 2010, um container-tanque foi apreendido na cidade portuária de Port Elizabeth, na África do Sul, onde estavam escondidos 166 quilos de cocaína. Quatro meses depois, um italiano, radicado no Brasil e também integrante da quadrilha, foi preso no aeroporto de Salvador/BA, quando transportava cerca de 9 quilos da droga no fundo falso de sua mala. O estrangeiro era o responsável pelo agenciamento das “mulas”.

Ainda na África do Sul, também foi preso N.P.Y.G., um ex-militar cubano, acusado pelos Estados Unidos de espionagem e tráfico de drogas. Ele mantinha contatos freqüentes com os intermediadores brasileiros e paraguaios com a finalidade de realizar novas exportações do entorpecente.

Recentemente, a partir de provas colhidas durante as investigações, a PF forneceu à Polícia Judiciária de Portugal, informações que possibilitaram, em meados de janeiro deste ano, a recaptura de dois brasileiros que estavam foragidos depois de terem participado de uma fuga cinematográfica quando eram transportados para uma audiência pelo serviço penitenciário português. Eles são acusados de participação no envio de 1,7 toneladas de cocaína apreendida naquele país em outubro de 2010.

As investigações da Polícia Federal brasileira foram apoiadas por órgãos da África do Sul e do Paraguai.

As pessoas envolvidas no esquema criminoso serão indiciadas por tráfico internacional de drogas e, se condenados, estão sujeitos a penas que variam de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa.

 Informação Comunicação Social / Superintendência Regional da PF em São Paulo

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