Brasil: Parentes de vítimas e alunos abraçam escola onde ocorreu massacre em Realengo


Rio de Janeiro – Centenas de alunos, ex-alunos, amigos e parentes de vítimas do tiroteio na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, deram um abraço simbólico no colégio na tarde de o 9 de abril para homenagear os 12 mortos e os feridos no ataque. Durante o ato, as pessoas fizeram orações e mostraram cartazes pedindo segurança nas escolas e nas ruas da cidade.

O muro da escola foi transformado em um santuário, com flores, velas, fotos e mensagens para as vítimas do atirador Wellington de Oliveira, de 23 anos, que invadiu o local na última quinta-feira (7). Vestindo uma camisa com a foto do filho Rafael, morto no atentado, Carlos Maurício Pinto participou do abraço ao colégio.

“A dor é muito difícil. Vizinhos, amigos de escola e outros pais ajudam a gente a confortar nosso coração. Esse abraço que está sendo dado no colégio ajuda muito no conforto. Mas a dor não acaba nunca, vai continuar eternamente”, disse.

Quatro meses depois de concluir o ensino fundamental na Escola Municipal Tasso da Silveira, a jovem Marcele Pereira, de 15 anos, voltou à porta do colégio nesta tarde para prestar uma homenagem às vítimas. Marcelle conta que foi surpreendida quando descobriu ontem (8) que as duas irmãs gêmeas vítimas do tiroteio, Brenda e Bianca Tavares, são suas primas.

Bianca está entre os 12 estudantes mortos por Wellington de Oliveira. Sua irmã, Brenda, baleada nas mãos, continua internada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), e passa bem. Marcelle, que soube do parentesco por meio de sua família, disse lamentar não ter conhecido Bianca.

Ela espera agora conhecer Brenda e manter laços com a prima sobrevivente do massacre. “Quero dar todo apoio a ela e até me desculpar por não estar ao lado dela no hospital. Eu queria ter conhecido elas antes. Se eu puder, vou estar com a Brenda em tudo. A irmã dela morreu, irmã gêmea. Elas deviam ter uma ligação muito forte. Então, como ela é minha prima, quero fazer tudo para ajudar”, disse.

Marcele conta que estudou durante oito anos, até o ano passado, na Escola Municipal Tasso da Silveira e diz que nunca houve casos de violência extrema, como o massacre da última quinta-feira.  “O que acontecia aqui eram apenas briguinhas entre alunos”, disse.

Empresa Brasil de Comunicação (EBC)

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