ONU: 2,6 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso a saneamento adequado


New York, U.S.A. – Em uma tentativa de melhorar a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas em todo o mundo, as Nações Unidas lançaram o dia 21 de junho uma iniciativa para acelerar o progresso rumo à meta de reduzir pela metade, até2015, aproporção da população sem acesso a saneamento básico. O saneamento foi reconhecido pela ONU como um direito humano, um serviço básico necessário para se viver uma vida normal. Cerca de 2,6 bilhões de pessoas – ou metade da população do mundo em desenvolvimento – ainda não têm acesso a saneamento adequado, segundo informação enviada pela UNIC Brasil.

O programa lançado no dia 21 de junho, “Saneamento Sustentável: Cinco Anos até 2015″, foi estabelecido pela Assembleia Geral em uma resolução adotada em dezembro passado, que pediu aos Estados-Membros que redobrassem os esforços para fechar a lacuna do saneamento, um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) que os líderes mundiais se comprometeram a alcançar até2015. A resolução também pediu o fim de esgotos abertos, a prática de saneamento mais perigosa para a saúde pública, praticada por mais de 1,1 bilhão de pessoas que não têm acesso a instalações sanitárias.

“O saneamento é uma questão sensível. É um assunto impopular. Talvez por isso a crise do saneamento não tem sido cumprida com o tipo de resposta que precisamos,” disse o Secretário-Geral Ban Ki-moon durante o lançamento. “Mas isso deve mudar,” acrescentou. “É hora de colocar o saneamento e o acesso a instalações sanitárias adequadas no centro das nossas discussões sobre desenvolvimento.”

Crianças com menos de cinco anos são as mais vulneráveis ​​à falta de higiene e saneamento inadequado, duas das principais causas da diarreia. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a doença mata pelo menos 1,2 milhão de crianças com menos de cinco anos a cada ano. “Podemos reduzir os casos de diarreia em crianças menores de cinco anos em um terço – e salvar um número incontável de vidas jovens – simplesmente através da expansão do acesso das comunidades ao saneamento,” disse o Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake.

O Presidente do Conselho Consultivo do Secretário-Geral sobre Água e Saneamento, o Príncipe de Orange, Willem-Alexander da Holanda, observou que o saneamento é sem dúvida a meta dos ODM mais esquecida e menos avançada. “Negligenciar a necessidade de banheiros adequados permite que a crise avance lentamente,” afirmou. A principal mensagem do programa, acrescentou, é que o saneamento é vital para a saúde, traz dignidade, igualdade e segurança, representa um bom investimento econômico e sustenta ambientes limpos.

Deja un comentario

Crea una web o blog en WordPress.com

Subir ↑