Documento aponta últimas tendências nos fluxos e políticas do investimento global.
Paraná (PR), Brasil- O Relatório de Investimento Mundial 2011 da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) revela que o investimento direto estrangeiro (IDE) global aumentou modestamente em 2010, diz informação da UNIC Brasil. No entanto, os fluxos do IDE no fim do ano continuaram abaixo de suas médias pré-crise, e bem abaixo de seu auge, em 2007. De modo geral, o investimento continua atrás das recuperações da produção industrial e do comércio mundial, que já retomaram seus níveis pré-crise. O relatório prevê que a recuperação do IDE vai continuar em 2011, retornando assim à média pré-crise, de acordo com nota da UNIC.
A promoção e as facilidades para o investimento permaneceram sendo o elemento dominante em políticas de investimento nacional recentes. No entanto, o risco de protecionismo aumentou à medida que ações restritivas e procedimentos administrativos se repetiram nos últimos anos. O regime de investimento internacional tem crescido rapidamente, com três tratados de investimento internacional assinados por semana, o que impõe desafios tanto para os países como para os negócios.
O tema do Relatório de Investimento Mundial deste ano é “Modos Não Equitativos da Produção e do Desenvolvimento Internacional”. O Relatório apresenta análises originais sobre como e porque os modos não equitativos (‘non-equity modes’, ou NEMs), como fabricações por encomenda [‘contract manufacturer’], serviços terceirizados [services outsourcing], contratos agrícolas, franchising e licenciamento estão sendo cada vez mais usados por empresas transnacionais na gestão da suas cadeias de valor global. A questão é que os modos não equitativos representam um “caminho do meio” significativo entre o IDE e o comércio que, entre outros fatores, moldam padrões de comércio internacional e trajetórias de desenvolvimento.
Em 2010, por exemplo, atividades transfronteiriças relacionadas aos NEMs geraram mais de dois trilhões de dólares em vendas; empresas de NEMs empregaram de14 a16 milhões de trabalhadores em países em desenvolvimento; e em algumas indústrias foram responsáveis por70 a80% das exportações mundiais. O Relatório examina os controladores por trás do aumento de NEMs, sua escala e escopo, seu impacto no desenvolvimento e as implicações políticas, segundo UNIC Brasil.


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