A PF, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou no dia 5 de setembro, em Florianópolis/SC, a Operação Voyage, com o objetivo de promover a repressão ao tráfico internacional de drogas, segundo informação da Superintendência da Polícia Federal em Santa Catarina.
Assinala a PF que, a operação conta com 100 Policiais Federais para o cumprimento de mandados de prisão e mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Florianópolis.
Além das prisões realizadas no Brasil, há mandados de prisão comunicados à INTERPOL para serem cumpridos no exterior.
A operação teve início em fevereiro de 2011 e resultou na apreensão de 69.748 comprimidos de ecstasy; 28.294 pontos de LSD; 12Kg de cocaína de alto grau de pureza; e 2Kg de skunk. Tais apreensões culminaram na prisão de 28 pessoas em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais.
Os federais dizem que, no curso das investigações realizadas na Operação Voyage, foi constatada a formulação de pequenos grupos de pessoas, jovens de classe média alta, muitas vezes entrosados com outros grupos, praticando a aquisição, a exportação, a importação e a distribuição de drogas entre o Brasil e a Europa.
Tais grupos se utilizam de pessoas vulgarmente conhecidas como “mulas” para a realização do tráfico entre Brasil e Europa, pagando altos valores para que essas pessoas viajem para a Europa transportando cocaína e retornem trazendo drogas sintéticas ocultas em malas.
Apesar da ilusão de lucro fácil, as penas da Lei 11.343/2006 podem alcançar 25 anos de reclusão, em razão da causa especial de aumento de pena, por se tratar de crime de caráter internacional.
Estima-se que o valor de mercado das drogas apreendidas na Operação Voyage chegaria a R$20 mi, de acordo com nota da Superintendência da Polícia Federal em Santa Catarina.


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