Banco Central do Brasil: Estimativa do mercado para inflação oficial em 2011 tem sexto aumento seguido


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que à EBC: Brasil chegará ao final deste ano com a inflação dentro do limite da meta de 6,5%.

Brasília, DF Brasil.- – A estimativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) para a inflação oficial este ano subiu pela sexta semana seguida. Desta vez, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,46% para 6,52%. Para2012, aestimativa teve a quarta alta seguida, ao subir de 5,50% para 5,52%, segundo comunicação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A estimativa para o IPCA em 2011 supera o teto da meta de inflação de 6,5%. O centro da meta é 4,5%.

A expectativa dos analistas para a taxa básica de juros, a Selic, continua em 11% ao final de 2011 e em 10,75% ao ano, no fim de 2012.

A pesquisa semanal do BC também traz projeções para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que permanece em 5,77%, este ano, e em 5%, em 2012.

A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,01 ponto percentual, para 5,77%, em 2011, e para 5,06%, em 2012. No caso do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a estimativa foi ajustada de 5,77% para 5,79%, este ano, e de 5,04% para 5,15%, em 2012.

A estimativa dos analistas para os preços administrados foi mantida em 5,60%, em 2011 e subiu de 4,55% para 4,57%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

Inflação em São Paulo

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, apresentou variação de 0,22% na terceira prévia de setembro. O índice é inferior ao registrado na apuração anterior (0,25%). O item saúde foi o que mais pesou no resultado, ao passar de 0,51% para 0,64%.

Entre os outros seis grupos pesquisados, habitação apresentou elevação, ao passar de 0,15% para 0,17%. Em educação, houve leve alta, de 0,05% para 0,06%. Os grupos que apresentaram decréscimo nas taxas foram: alimentação (de 0,59% para 0,44%), transportes (de 0,14% para 0,11%) e vestuário (de 0,45% para 0,09%). O grupo despesas pessoais manteve deflação, porém, menos intensa do que no levantamento anterior (de -0,19% para -0,09%).

Analistas reduzem projeção para crescimento da economia

A estimativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) para o crescimento da economia neste ano caiu pela oitava semana seguida. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 3,52% para 3,51%. Para2012, aestimativa permanece em 3,70%.

A expectativa para o crescimento da produção industrial passou de 2,52% para 2,51%, este ano, e continua em 4,30%, em 2012, de acordo com informação da Empresa Brsil de Comunicação (EBC).

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 39,10%, este ano, e em 38%, em 2012.

A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 1,65 para R$ 1,68, tanto para o final de 2011 quanto para2012. Aprevisão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) subiu de US$ 24 bilhões para US$ 25 bilhões, este ano, e de US$ 15,80 bilhões para US$ 16,40 bilhões, em 2012.

Para o déficit em transações correntes (registro das operações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa passou de US$ 57,80 bilhões para US$ 56,35 bilhões, em 2011, e de US$ 68,90 bilhões para US$ 68,76 bilhões, no próximo ano.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) permanece em US$ 55 bilhões, este ano, e em US$ 50 bilhões, em 2012.

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