Vínculos do régimen venezuelano com o terrorismo se constitui uma preocupação internacional

  • EUA pedem reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Venezuela
Foto agência Brasil
Mike Pompeo disse que os EUA podem ajudar a tirar a Venezuela da crise (Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Os Estados Unidos solicitaram formalmente uma reunião com o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para tratar da crise que atinge a Venezuela. O pedido é para que o encontro ocorra amanhã no dia 26 de janeiro.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, utilizou o dia 25 de janeiro seu perfil na rede social Twitter para dizer que o país é “amigo” do povo venezuelano. “Vocês sofreram por um longo tempo sob o regime socialista corrupto [veiculado aos terrorismos internacional] de [Nicolás] Maduro. Apoiamos vocês e estamos prontos para ajudá-los a começar o processo de sua vida, do país e da economia”.

Embaixadas fechadas

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fechou a embaixada do seu país em Washington e todos os consulados nos Estados Unidos. A decisão foi tomada após o anúncio do rompimento das relações políticas e diplomáticas com o governo norte-americano.

Segundo Maduro, os diplomatas venezuelanos que estão nos Estados Unidos devem retornar à Venezuela até o dia 26 de janeiro.

Crise

Na quarta-feira (23/01), o líder da oposição na Venezuela, Juan Guaidó, se declarou presidente interino. Brasil, Estados Unidos, União Europeia e a própria ONU, além do Grupo de Lima e da Organização dos Estados Americanos (OEA), se manifestaram favoravelmente a Guaidó, em defesa de novas eleições gerais na Venezuela.

Internamente, Maduro resiste e conta com apoio da cúpula militar. Os confrontos entre simpatizantes do Maduro e de Guaidó agitaram a Venezuela nos últimos dias. Segundo entidades civis, pelo menos 14 pessoas foram mortas por causa da forte repressão.

A situação na Venezuela se agravou após a posse de Maduro para o segundo mandato presidencial, em 10 de janeiro. Para o Brasil, o Grupo de Lima, que reúne 14 países, e a OEA, o mandato é ilegítimo.

É procedente assinalar que a informação foi facilitada pela Agência Brasil (EBC). Edição em idioma português para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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Resolução da OEA para solicitar suspensão do régimen comunista venezuelano

  • O texto aprovado contou com o apoio de países como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Chile, Colômbia, México e Peru, que, nos discursos feitos por seus representantes antes de votarem, disseram que a eleição de 20 de maio que reelegeu o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, “carece de legitimidade” e descumpriu os padrões internacionais

CARACAS – A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou na terça-feira uma resolução que pede a aplicação da Carta Democrática à Venezuela para suspender o país do organismo multilateral.

A resolução foi aprovada por 19 votos favoráveis e 4 contrários. Onze países se abstiveram, segundo a contagem anunciada pela Presidência da Assembleia-Geral da entidade, que foi transmitida ao vivo pelo organismo em seu site.

O texto aprovado contou com o apoio de países como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Chile, Colômbia, México e Peru, que, nos discursos feitos por seus representantes antes de votarem, disseram que a eleição de 20 de maio que reelegeu o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, “carece de legitimidade” e descumpriu os padrões internacionais.

Diante destas alterações das normas democráticas, disseram alguns dos chanceleres na reunião ao explicarem seu respaldo à resolução, se faz necessário realizar uma assembleia para votar a suspensão da Venezuela da entidade, da qual Caracas anunciou em abril de 2017 sua saída, que se concretizará no mesmo mês de 2019.

Ainda não há uma data exata para essa votação.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, qualificou a decisão como uma “vitória para a liberdade” e acrescentou que seu país estará junto do povo da Venezuela.

“O regime de Maduro reprime seu povo, nega a ajuda humanitária e realiza eleições falsas”, escreveu Pence em sua conta de Twitter.

Após a resolução da OEA, o governo equatoriano, que havia evitado se pronunciar sobre as eleições na Venezuela, propôs realizar uma consulta popular na qual se decida referendar os resultados da votação venezuelana ou convocar um novo processo eleitoral no curto prazo.

“O Equador tem a convicção de que a legitimidade das últimas eleições na Venezuela só pode ser determinada pelos cidadãos”, disse Quito em um comunicado publicado no Twitter. “Esta consulta deve oferecer garantias de transparência e participação a todos os venezuelanos”.

Uma suspensão da Venezuela seria um gesto principalmente político, mas alguns críticos e analistas disseram que sua saída da OEA isolaria ainda mais Caracas em meio à pressão crescente das sanções de vários países.

O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, disse na reunião que tudo foi “uma fraude” planejada pelos EUA. “Esta aprovação dá carta branca para os Estados Unidos continuarem agredindo a Venezuela”, afirmou o funcionário.

O representante norte-americano na OEA, Carlos Trujillo, disse que as sanções de Washington são principalmente contra indivíduos e que não afetaram as exportações de petróleo do país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

É procedente assinalar que a informação foi fornecida pela Reuters. Edição para OIPOL, Luján Frank Maraschio.

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